A surpresa Bottas na abertura do Mundial

A Fórmula 1 2019 começou, em parte, como terminou em 2018: com domínio da Mercedes no grid de largada e no resultado final da prova. Porém, entre os pilotos, desta vez o pentacampeão Lewis Hamilton viu o companheiro Valtteri Bottas dar um show na pista e vencer com absoluta facilidade. Uma das vitórias mais tranquilas dos últimos tempos na categoria. Foi uma diferença acima dos 20 segundos, algo raro entre os primeiros colocados nos dias atuais.

E tudo começou logo na largada, quando o finlandês, que largou em segundo, ultrapassou Hamilton e, a partir daí, liderou toda a corrida. Além disso, o inglês trocou de pneu muito cedo, enquanto Bottas parou mais para o meio da prova, o que ajudou a fazer a diferença. E o representante da Finlândia foi só abrindo, com direito a fazer a melhor volta da corrida já no final, levando ainda o ponto extra pelo feito, a grande novidade da temporada 2019 da Fórmula 1.

Pressionado pelos resultados ruins do ano passado, Bottas sabe que precisa fazer uma grande temporada este ano para renovar em 2020. E, se Hamilton não ficar atento, vai ter um concorrente de peso ameaçando a sua hegemonia.

****

Por outro lado, a Ferrari mostrou que, apesar do excelente desempenho na pré-temporada, quando se trata em ritmo de corrida ainda está bem atrás da equipe alemã. A escuderia italiana não conseguiu sequer chegar ao pódio. Fez o quarto lugar com o tetracampeão Sebastian Vettel, deixando o francês Charles Leclerc, estreante na equipe, em quinto. Leclerc, aliás, tinha no final da prova um carro melhor e poderia ter ultrapassado o alemão, mas acabou tirando o pé, provavelmente recebendo alguma orientação dos boxes.

O holandês Max Verstappen, da Red Bull, completou o pódio e mostrou que mais uma vez está forte na temporada e que, se tiver um carro melhor, poderá brigar por títulos em um futuro próximo.

*****

Vale também registrar a estreia do finlandês Kimi Raikkonen na equipe Alfa Romeo, antiga Sauber, após deixar a Ferrari no ano passado. Ele acabou ficando em oitavo lugar, dentro da zona de pontuação. Seu companheiro de equipe, por exemplo, o italiano Antonio Giovinazzi, ficou apenas em 15º lugar.

Agora, a Fórmula 1 retorna no dia 31 de março, no GP de Bahrein.

Burrão cada vez mais consistente

Já se passaram cinco rodadas no Campeonato Paulista da Série A-2 e o Taubaté é o vice-líder, com uma campanha de três vitórias, um empate e uma derrota. O time sofreu até agora apenas um gol, na derrota para o Santo André, em uma falha individual e em partida que ainda teve um pênalti não marcado para os taubateanos.

Com 10 pontos, o time da região se consolida cada vez mais entre os oito melhores que vão para as quartas de final e se credencia fortemente na briga pelo tão sonhado acesso para a Série A-1. O que não seria nenhuma surpresa, dada a qualidade do elenco e o trabalho correto feito pela comissão técnica desde o ano passado.

Muitos podem dizer que ainda é cedo para avaliações, mas a Série A-2 é diferente da Série A-1, onde os clubes grandes iniciaram a pré-temporada bem depois dos outros e ainda estão se ajeitando.

Na Série A-2, os clubes têm mais ou menos o mesmo tempo de preparação. E quem começou depois vai ficar para trás, pois o campeonato é de tiro curto. São apenas 14 rodadas na primeira fase. Ou seja, um terço da primeira fase já foi disputado.

Nas próximas duas rodadas, o Taubaté vai fazer dois jogos dentro de casa, contra Linense e Atibaia, times que fazem campanhas medianas até agora. Claro que a Série A-2 não costuma ter jogos fáceis e o equilíbrio é muito grande.

Mas o Burro Central, repito, mostra muita consistência tática, física e ainda tem qualidade técnica. Tem um treinador que já trabalha com o grupo desde o ano passado, com uma base mantida para 2019.

É claro também que muita coisa ainda vai acontecer, mas para o torcedor taubateano, fica difícil não se empolgar com o time. Agora, a torcida também tem que fazer a parte dela e lotar o Joaquinzão nos próximos jogos em casa. Na goleada sobre o Sertãozinho, apenas cerca de 1.200 pagantes estiveram no estádio. Pouco para um clube como o Taubaté e que ainda faz grande campanha.

Lance do jogo entre São Bernardo e Taubaté. Foto: Bruno Castilho/EC Taubaté

Será que vai pintar campeã do mundo nas Meninas da Águia?

O São José reformulou sua equipe de futebol feminino para 2019, inclusive com a contratação de duas atletas estrangeiras, a zagueira Lígia Moreira, da Seleção Equatoriana e a atacante Yerlin Rojas, da Costa Rica, que atuava pelo Real Cartagena, da Colômbia.

E, além disso, quem também pode chegar é a lateral-direita Poliana. Ainda não está nada certo e, segundo o clube, houve apenas uma conversa inicial. O blog também apurou que faltam alguns detalhes para que essa possa assinar. Por enquanto, é só especulação e uma possibilidade.

Se der certo, vai ser um grande reforço para o time do técnico Cléber Arildo. Poliana foi campeã mundial com a Águia em 2014 e esteve no time que ganhou as três Libertadores da história, em 2011, 2013 e 2015. Aliás, Poliana marcou o gol do título da primeira conquista, com 12 mil pessoas no estádio Martins Pereira naquela oportunidade.

Se ela vier, vai ser um grande negócio. Atualmente, ela estava atuando no time de Orlando, nos Estados Unidos.

Em 2019, o São José disputa o Campeonato Paulista e o Campeonato Brasileiro, além de representar a cidade nos Jogos Regionais e Jogos Abertos do Interior.

Poliana comemora o gol na final contra o Colo Colo, em 2011. Foto: Arquivo/OVALE

E o ano de 2019 vai ser bom para o futebol feminino da região. Afinal o Taubaté pela primeira vez vai disputar o Campeonato Brasileiro da Série B e já está montando o time para a disputa da temporada. Deverá ser a equipe mais consistente já montada até agora pelo técnico Arismar Júnior, que desenvolve um trabalho com as Meninas do Burrão desde 2011, quando começou a disputar o Campeonato Paulista.

Burrão no caminho certo

A Série A-2 do Campeonato Paulista nunca é fácil. Os times são normalmente muito nivelados e, nos últimos anos, a presença de muitos clubes tradicionais do interior do Estado tornam a missão ainda mais difícil. Além disso, entre os 16 participantes, apenas dois deles conseguem o acesso à elite do Estadual. Mas, apesar de toda a dificuldade, o Taubaté parece estar fazendo bem a lição de casa.

O time manteve a mesma comissão técnica, com Marcelo Martelotte no comando, desde a reta final da Série A-2 do ano passado. Montou uma base para a Copa Paulista, no segundo semestre, onde o Burrão fez boa campanha, chegando às quartas de final e, diferentemente de outros anos, conseguiu aproveitar um bom número de jogadores. Outros nove reforços foram contratados este ano e a pré-temporada já começou em novembro. Nomes como o zagueiro Ferron, o volante Moradei e o atacante Juninho, ex-Atlético Mineiro, são experientes e podem ser um diferencial neste campeonato tão equilibrado.

A diretoria, que tem como presidente o ex-jogador e eterno ídolo Gilsinho como presidente, conta com uma personalidade com histórico de lisura, o que é um diferencial no mundo do futebol, onde nem sempre as coisas são feitas da forma certa.

O programa sócio-torcedor, que permite comprar o pacote para todos os jogos em casa, já está consolidado no clube e é uma importante sacada da diretoria até para garantir um certo fôlego financeiro. O dinheiro de bilheteria é, sim, importante. Ainda mais para os clubes do interior.

Claro que, como diria o técnico Toninho Moura – que já comandou Taubaté e São José – “o futebol não é uma ciência exata” e, mesmo com tudo sendo feito de forma correta, nem sempre o resultado acontece dentro de campo.

Ao menos, o clube tem feito, dentro de suas possibilidades, o que é viável. E o torcedor deve esperar uma equipe competitiva, que vai dar trabalho aos rivais. Oito dos 16 participantes vão às quartas de final e, neste momento, apoio das arquibancadas pode fazer a diferença.

O Taubaté é, atualmente, o único clube do Vale do Paraíba na Série A-2, e o que está em melhor situação entre as equipes da região em termos de divisão. Pode ser um ano de alegrias para o torcedor taubateano.

Vai começar o Paulistão 2019. Que venha o futebol!

O troféu que será entregue ao campeão paulista.

O Campeonato Paulista está aí! Neste final de semana, a temporada 2019 tem a sua primeira rodada, onde os quatro ‘grandes’ do Estado, São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos, mais uma vez, despontam como os postulantes ao título. Não vejo os times do interior em condições de brigar, embora Guarani e Ponte Preta sempre podem surpreender.

Ao menos para este início de temporada, algumas considerações precisam ser feitas sobre as chances de título. E, neste momento, entendo que o Corinthians, o atual bicampeão, leva vantagem na busca pelo tri.

O Timão tem a volta do técnico Fábio Carille e, até agora, vem reforçando o elenco com inteligência. O atacante argentino Mário Boselli tem faro de gols. Ramiro teve ótima passagem no Grêmio e o experiente Manoel, recém-chegado do Cruzeiro, é um zagueiro ‘cascudo’, que vai dar solidez ao setor defensivo da equipe. Além disso, os rivais mais fortes estão envolvidos com a Libertadores no primeiro semestre, ao contrário do alvinegro.

O Palmeiras, equipe que mais investiu entre os grandes do Estado, manteve suas principais peças e ainda teve um grande reforço: o meia-atacante joseense Ricardo Goulart, que poderá se encaixar muito bem no time de Felipão. Porém, com o time envolvido com a Libertadores, deverá deixar o Paulistão em segundo plano, ainda mais pelos problemas entre o clube a Federação Paulista de Futebol no ano passado. Mesmo assim, não pode ser descartado.

O São Paulo também investiu, trouxe reforços importantes como o atacante Pablo, ex-Atlético-PR, o eterno ídolo Hernanes e a diretoria está animada com o time. Mas, pelo que se viu na Copa Flórida, embora não sirva de parâmetro, muita coisa ainda precisa ser melhorada. Pesa o fato do Tricolor não ser campeão estadual desde 2005. E também o fato de ter um técnico desconhecido, sem bagagem. André Jardine ainda é uma aposta no escuro para o São Paulo. Além disso, o time tem a prioridade com a Libertadores no primeiro semestre, que poderá fazer com que um elenco alternativo seja utilizado em muitos jogos do Estadual.

Já o Santos corre por fora. Aliás, muito por fora. O Peixe contratou o gabaritado técnico argentino Jorge Sampaoli, que fez grande trabalho na Universidad do Chile e na Seleção Chilena, mas que na Seleção Argentina fracassou no ano passado. E o Peixe simplesmente não se reforçou. Não anunciou nenhum jogador realmente renomado e ainda perdeu outras peças importantes. Se a diretoria não se mexer, não só o Paulistão ficará distante, mas toda a temporada corre o risco de ser perdida.

Vale ainda ressaltar, mais uma vez, a utilização de um regulamento esdrúxulo, desde 2014, onde os clubes são divididos em grupos, mas se enfrentam apenas fora deles. Ou seja, se der ‘sorte’ de ficar em uma chave onde os adversários façam campanha ruim, o clube poderá se classificar com menos pontos do que outro que, mesmo com campanha superior, fique de fora da segunda fase.

********

Os outros Estaduais também começam neste final de semana. O maior disparate com certeza é no Rio de Janeiro, onde o Flamengo de Arrascaeta, Gabigol e do técnico Abel Braga teve um investimento amplamente superior a Botafogo (atual campeão), Vasco e Fluminense. No Carioca deste ano, mesmo com o time envolvido na disputa da Libertadores, qualquer resultado que não seja o título do Rubro Negro pode ser considerado uma surpresa. A responsabilidade é grande.

Em Minas, Atlético e Cruzeiro estão também envolvidos com a Libertadores, além do Estadual. E, lá, embora o Galo tenha o vencedor técnico Levir Culpi, o Cruzeiro também está com um elenco muito mais forte, além de ter uma continuidade mais longeva do trabalho do técnico Mano Menezes. O Atlético tem dificuldades financeiras, teve um 2018 difícil e, em 2019, só trouxe o experiente zagueiro Réver como reforço de peso.

No Sul, o Internacional, maior campeão estadual, quer retomar a hegemonia. Manteve a base que foi terceira colocada no Brasileirão 2018 e vai querer brigar pelo título. O Grêmio, que também manteve uma base dos últimos anos vencedores, ainda está com um elenco superior, mas na terra dos Pampas o equilíbrio parecer ser maior entre os rivais do que em outros estados.

**************

E o campeonato que começou antes dos outros é o Catarinense. Embora nem tão badalado, ao menos tem sempre duelos equilibrados, com vários times postulando o título, como Figueirense, Criciúma, Avaí, Chapecoense, Joinville e até o Brusque, que já foi campeão recentemente. E na quarta-feira, na primeira rodada, já teve um bom aperitivo. No empate entre Tubarão 2×2 Hercílio Luz, destaque para o golaço de bicicleta de Zé Antônio para o Hercílio, no segundo tempo.

Obrigado, Mário Ottoboni

O futebol de São José dos Campos está em luto. Nesta manhã de segunda-feira, morreu simplesmente o melhor presidente da história do São José. Ele foi o responsável por colocar o antigo Esporte Clube São José na rota do profissionalismo. E, logo no primeiro ano, em 1964, foi campeão da Quarta Divisão paulista. No ano seguinte, foi campeão da Terceira Divisão. Dois títulos nos dois primeiros anos da história do antigo Formigão do Vale. Depois, idealizou a construção do estádio Martins Pereira, feito pensando no time de futebol da cidade, que na época jogava em um acanhado estádio na rua Antonio Saes. E o palco inaugurado em 1970 é, até hoje, um estádio relativamente moderno e bastante confortável para assistir aos jogos de futebol. Isso tudo se deve à iniciativa do senhor Ottoboni, que foi presidente do clube entre 1964 e 1971. Seguramente, ninguém fez tanto pelo futebol da cidade quanto ele.

O clube mudou de nome, virou São José Esporte Clube e adotou a Águia como mascote. Mas o estádio Martins Pereira continuou sendo a casa da equipe. A memória de Mário Ottoboni nunca poderá ser esquecida. Em 87 anos de vida, deixou muitos legados para a cidade, não apenas no esporte.

Pessoalmente, só estive com ele uma vez, na reinauguração do estádio, em 2014, após passar por reforma. Antes, já havia o entrevistado várias vezes por telefone. E, mesmo sem me conhecer pessoalmente, sempre foi extremamente gentil e atencioso.

Fica aqui registrado, nesse momento, essa nossa singela homenagem a esse grande homem do futebol joseense. Obrigado, Mário Ottoboni

Mário Ottoboni na festa dos 48 anos de fundação do estádio Martins Pereira, em 2018. Foto: Divulgação

Ano de frustrações para o futebol da região

O ano de 2018 está terminando. E os times de futebol profissional do Vale do Paraíba não tiveram muito o que comemorar. Talvez o único fato positivo tenha sido a boa campanha do Taubaté na Copa Paulista, onde chegou até às quartas de final e conseguiu montar uma boa base para a Série A-2 do Paulista no ano que vem. Mas, na própria Série A-2 deste ano, o Burro da Central decepcionou. Montou um time para brigar lá em cima, mas acabou terminando apenas em sétimo lugar, eliminado ainda na primeira fase e ainda com direito a uma vexatória goleada de 6 a 1 sofrida fora de casa para o Nacional na primeira fase. O fato é que acabou o ano sem o acesso e sem uma inédita vaga em uma competição de nível nacional.

O São José teve um ano ainda mais dolorido. Pela segunda vez, disputou o martírio da Quarta Divisão do estado e viu o acesso escapar no último minuto, no doído empate por 2 a 2 contra o Comercial em Ribeirão Preto, em outubro. A diretoria da Águia do Vale montou um time para subir, o São José sempre esteve entre os melhores, mas sucumbiu na hora ‘H’. Agora, terá que juntar os cacos em 2019 e começar tudo de novo, em sua terceira participação na última divisão do estado.

O ano também foi ruim para o Manthiqueira de Guaratinguetá. Debutante na Série A-3 do Campeonato Paulista, manteve a base da Quarta Divisão de 2017 e, sem fôlego suficiente, acabou novamente rebaixado para a última divisão, sem apresentar qualquer possibilidade de reação durante o campeonato. É outro que terá que remar tudo de novo se quiser ter uma boa temporada em 2019.

E, finalmente, o Atlético Joseense, que este ano voltou a usar o seu nome original, deixando de lado o ‘São José dos Campos FC’, fez campanha ruim na Quarta Divisão, onde sequer passou da primeira fase.

 

A vitória do time mais regular desta Copa

A França é bicampeã mundial! A vitória por 4 a 2 sobre a Croácia neste domingo, em Moscou, deu o segundo título da história dos franceses, repetindo o feito de exatos 20 anos atrás. E esta conquista foi absolutamente merecida.

Os croatas foram uma grata surpresa nesta Copa de 2018. Fizeram uma excelente campanha, têm grandes jogadores, mas o cansaço das três prorrogações anteriores pesou muito nesta final. E a França, que tem mais camisa (e isso pesa em uma final) e um time mais qualificado, soube muito bem aproveitar.

Em sete jogos, ganhou seis e empatou um. Um equilíbrio muito grande dentro de campo, onde poucas vezes foi realmente ameaçada pelos adversários. E nomes como Griezmann, Mbappé e Pogba – este último fazendo sua melhor atuação individual neste mundial – fizeram por merecer esta conquista.

O time francês vem forte já desde a Copa de 2014, no Brasil, quando caiu nas quartas de final para a Alemanha. Depois, em 2016, poderia ter ganho a Eurocopa em casa, quando foi surpreendido por Portugal na decisão. Agora, conseguiu o triunfo tão desejado.

E o técnico Didier Deschamps consegue um feito que só havia sido conquistado pelo brasileiro Zagallo e pelo alemão Beckenbauer: ser campeão como atleta e como treinador.

Desde o início da Copa, os franceses já poderiam ser apontados como um dos principais favoritos ao título. E, no meio do caminho, ainda teve a vida facilitada pela eliminação precoce de outros gigantes como Alemanha, Espanha e Brasil. Mesmo assim, teve um caminho duro pela frente.

Na primeira fase encarou seleções tradicionais como Dinamarca e Peru. Depois, no mata-mata, venceu todos os adversários no tempo normal, todos eles seleções de respeito: Argentina, Uruguai, Bélgica e, na final, a surpresa Croácia.

O futebol francês vive grande momento. E, ao contrário de 1998, quando tinha muitos atletas veteranos, que não conseguiram uma renovação satisfatória, desta vez a seleção é muito jovem, com talentos que podem continuar brilhando pelos Les Bleus em mais uma ou duas Copas do Mundo.

*****************

Perder um título não é fácil. Por mais que a Croácia fosse uma ‘zebra’, eles não queriam perder. E a decepção dos jogadores era visível após a partida. Eles sabem que, provavelmente, nunca mais essa geração terá outra chance como essa. Um país de 4 milhões de habitantes conseguir chegar a uma final de Copa e desbancar vários times campeões, é muito raro.

Por outro lado, os jogadores estão de parabéns. Devem erguer a cabeça e seguirem em frente. A torcida reconheceu isso e aplaudiu os atletas. A campanha foi espetacular. E o prêmio de melhor jogador da Copa concedido a Luka Modric foi mais do que justo.

E, que venha a Copa de 2022, no Catar.

A melhor Bélgica da história

A Bélgica venceu a Inglaterra neste sábado. Foto: Fifa/Divulgação

O legal da decisão do terceiro lugar na Copa do Mundo é que os times sempre jogam mais soltos, sem muita pressão, embora o resultado, claro, também seja importante. E Bélgica e Inglaterra fizeram um jogo legal de assistir neste sábado de manhã, em São Petersburgo.

E a vitória dos belgas por 2 a 0 consumou a melhor campanha da história deste pequeno país europeu. Até então, o melhor resultado da seleção da Bélgica havia sido o quarto lugar na Copa de 1986, mo México.

Esta é a melhor geração do futebol belga, que já havia ido bem em 2014, no Brasil, quando caiu nas quartas de final para a Argentina. Desta vez, o time que tem nomes como De Bruyne, Lukaku, Hazard, Mertens e outros, conseguiu ir mais longe. Essa geração ainda pode render mais frutos na Copa de 2022.

A Inglaterra alcançou a sua melhor campanha desde a Copa de 1990, na Itália e também tem que sair de cabeça erguida. Com uma geração jovem e promissora, conseguiu fazer uma campanha melhor do que o esperado e sai da Copa com o artilheiro do torneio, Harry Kane, com 6 gols.

Croácia faz história ao chegar à final da Copa do Mundo!

A Croácia, quem diria, está na final da Copa do Mundo! Um país com pouco mais de 4 milhões de habitantes, com uma liga profissional sem nenhuma expressividade e uma região que há menos de 30 anos convivia com guerras, agora pode conquistar um título mundial.

A vitória por 2 a 1, na prorrogação, de virada, sobre a Inglaterra, foi mais do que merecida. O time foi amplamente superior durante todo o segundo tempo e soube se recuperar após tomar o primeiro gol logo aos 4min.

Acho muito difícil que o time croata consiga ganhar da poderosa França na final de domingo, às 12h. Só o fato de chegarem à decisão, já devem comemorar muito. Porém, a Croácia tem um elenco cheio de jogadores de altíssimo nível técnico, casos de Modric e Mandzukic, por exemplo, que atuam em grandes equipes da Europa. Não chegaram na final por acaso.

No final de semana, a Croácia terá também a chance de dar o troco nos franceses, 20 anos depois. Isso porque, quando esteve em seu primeiro mundial, em 1998, o time croata foi eliminado na semifinal pelos franceses – em jogo bastante equilibrado na oportunidade.

Muitos podem torcer o nariz e dizer preferir duas equipes ‘tradicionais’ na decisão. Mas acho fantástico um país novo chegar na decisão. E, em termos de final, já pode ser considerada a maior zebra da história das Copas.

*************

Já a Inglaterra não deve baixar a cabeça. Claro que perder a semifinal para uma seleção menos tradicional é difícil, mas os ingleses mostram que têm uma geração com potencial, repleta de jovens talentos e que poderão se aprimorar e irem mais fortes em outras Copas. Vale lembrar que a Inglaterra vem fazendo um forte trabalho nas categorias de base (tanto é que foi campeã mundial sub-20) e vem, inclusive, investindo na formação de novos treinadores, além de já ter a liga profissional mais forte e badalada do mundo há muitos anos.

Tudo isso vem se refletindo dentro de campo e o trabalho na terra da Rainha não pode parar por aí. A tendência é evoluir.

Jogadores da Croácia comemoram a classificação para a final da Copa do Mundo. Foto: Fifa/Divulgação