Burrão no caminho certo

A Série A-2 do Campeonato Paulista nunca é fácil. Os times são normalmente muito nivelados e, nos últimos anos, a presença de muitos clubes tradicionais do interior do Estado tornam a missão ainda mais difícil. Além disso, entre os 16 participantes, apenas dois deles conseguem o acesso à elite do Estadual. Mas, apesar de toda a dificuldade, o Taubaté parece estar fazendo bem a lição de casa.

O time manteve a mesma comissão técnica, com Marcelo Martelotte no comando, desde a reta final da Série A-2 do ano passado. Montou uma base para a Copa Paulista, no segundo semestre, onde o Burrão fez boa campanha, chegando às quartas de final e, diferentemente de outros anos, conseguiu aproveitar um bom número de jogadores. Outros nove reforços foram contratados este ano e a pré-temporada já começou em novembro. Nomes como o zagueiro Ferron, o volante Moradei e o atacante Juninho, ex-Atlético Mineiro, são experientes e podem ser um diferencial neste campeonato tão equilibrado.

A diretoria, que tem como presidente o ex-jogador e eterno ídolo Gilsinho como presidente, conta com uma personalidade com histórico de lisura, o que é um diferencial no mundo do futebol, onde nem sempre as coisas são feitas da forma certa.

O programa sócio-torcedor, que permite comprar o pacote para todos os jogos em casa, já está consolidado no clube e é uma importante sacada da diretoria até para garantir um certo fôlego financeiro. O dinheiro de bilheteria é, sim, importante. Ainda mais para os clubes do interior.

Claro que, como diria o técnico Toninho Moura – que já comandou Taubaté e São José – “o futebol não é uma ciência exata” e, mesmo com tudo sendo feito de forma correta, nem sempre o resultado acontece dentro de campo.

Ao menos, o clube tem feito, dentro de suas possibilidades, o que é viável. E o torcedor deve esperar uma equipe competitiva, que vai dar trabalho aos rivais. Oito dos 16 participantes vão às quartas de final e, neste momento, apoio das arquibancadas pode fazer a diferença.

O Taubaté é, atualmente, o único clube do Vale do Paraíba na Série A-2, e o que está em melhor situação entre as equipes da região em termos de divisão. Pode ser um ano de alegrias para o torcedor taubateano.

Vai começar o Paulistão 2019. Que venha o futebol!

O troféu que será entregue ao campeão paulista.

O Campeonato Paulista está aí! Neste final de semana, a temporada 2019 tem a sua primeira rodada, onde os quatro ‘grandes’ do Estado, São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos, mais uma vez, despontam como os postulantes ao título. Não vejo os times do interior em condições de brigar, embora Guarani e Ponte Preta sempre podem surpreender.

Ao menos para este início de temporada, algumas considerações precisam ser feitas sobre as chances de título. E, neste momento, entendo que o Corinthians, o atual bicampeão, leva vantagem na busca pelo tri.

O Timão tem a volta do técnico Fábio Carille e, até agora, vem reforçando o elenco com inteligência. O atacante argentino Mário Boselli tem faro de gols. Ramiro teve ótima passagem no Grêmio e o experiente Manoel, recém-chegado do Cruzeiro, é um zagueiro ‘cascudo’, que vai dar solidez ao setor defensivo da equipe. Além disso, os rivais mais fortes estão envolvidos com a Libertadores no primeiro semestre, ao contrário do alvinegro.

O Palmeiras, equipe que mais investiu entre os grandes do Estado, manteve suas principais peças e ainda teve um grande reforço: o meia-atacante joseense Ricardo Goulart, que poderá se encaixar muito bem no time de Felipão. Porém, com o time envolvido com a Libertadores, deverá deixar o Paulistão em segundo plano, ainda mais pelos problemas entre o clube a Federação Paulista de Futebol no ano passado. Mesmo assim, não pode ser descartado.

O São Paulo também investiu, trouxe reforços importantes como o atacante Pablo, ex-Atlético-PR, o eterno ídolo Hernanes e a diretoria está animada com o time. Mas, pelo que se viu na Copa Flórida, embora não sirva de parâmetro, muita coisa ainda precisa ser melhorada. Pesa o fato do Tricolor não ser campeão estadual desde 2005. E também o fato de ter um técnico desconhecido, sem bagagem. André Jardine ainda é uma aposta no escuro para o São Paulo. Além disso, o time tem a prioridade com a Libertadores no primeiro semestre, que poderá fazer com que um elenco alternativo seja utilizado em muitos jogos do Estadual.

Já o Santos corre por fora. Aliás, muito por fora. O Peixe contratou o gabaritado técnico argentino Jorge Sampaoli, que fez grande trabalho na Universidad do Chile e na Seleção Chilena, mas que na Seleção Argentina fracassou no ano passado. E o Peixe simplesmente não se reforçou. Não anunciou nenhum jogador realmente renomado e ainda perdeu outras peças importantes. Se a diretoria não se mexer, não só o Paulistão ficará distante, mas toda a temporada corre o risco de ser perdida.

Vale ainda ressaltar, mais uma vez, a utilização de um regulamento esdrúxulo, desde 2014, onde os clubes são divididos em grupos, mas se enfrentam apenas fora deles. Ou seja, se der ‘sorte’ de ficar em uma chave onde os adversários façam campanha ruim, o clube poderá se classificar com menos pontos do que outro que, mesmo com campanha superior, fique de fora da segunda fase.

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Os outros Estaduais também começam neste final de semana. O maior disparate com certeza é no Rio de Janeiro, onde o Flamengo de Arrascaeta, Gabigol e do técnico Abel Braga teve um investimento amplamente superior a Botafogo (atual campeão), Vasco e Fluminense. No Carioca deste ano, mesmo com o time envolvido na disputa da Libertadores, qualquer resultado que não seja o título do Rubro Negro pode ser considerado uma surpresa. A responsabilidade é grande.

Em Minas, Atlético e Cruzeiro estão também envolvidos com a Libertadores, além do Estadual. E, lá, embora o Galo tenha o vencedor técnico Levir Culpi, o Cruzeiro também está com um elenco muito mais forte, além de ter uma continuidade mais longeva do trabalho do técnico Mano Menezes. O Atlético tem dificuldades financeiras, teve um 2018 difícil e, em 2019, só trouxe o experiente zagueiro Réver como reforço de peso.

No Sul, o Internacional, maior campeão estadual, quer retomar a hegemonia. Manteve a base que foi terceira colocada no Brasileirão 2018 e vai querer brigar pelo título. O Grêmio, que também manteve uma base dos últimos anos vencedores, ainda está com um elenco superior, mas na terra dos Pampas o equilíbrio parecer ser maior entre os rivais do que em outros estados.

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E o campeonato que começou antes dos outros é o Catarinense. Embora nem tão badalado, ao menos tem sempre duelos equilibrados, com vários times postulando o título, como Figueirense, Criciúma, Avaí, Chapecoense, Joinville e até o Brusque, que já foi campeão recentemente. E na quarta-feira, na primeira rodada, já teve um bom aperitivo. No empate entre Tubarão 2×2 Hercílio Luz, destaque para o golaço de bicicleta de Zé Antônio para o Hercílio, no segundo tempo.

Obrigado, Mário Ottoboni

O futebol de São José dos Campos está em luto. Nesta manhã de segunda-feira, morreu simplesmente o melhor presidente da história do São José. Ele foi o responsável por colocar o antigo Esporte Clube São José na rota do profissionalismo. E, logo no primeiro ano, em 1964, foi campeão da Quarta Divisão paulista. No ano seguinte, foi campeão da Terceira Divisão. Dois títulos nos dois primeiros anos da história do antigo Formigão do Vale. Depois, idealizou a construção do estádio Martins Pereira, feito pensando no time de futebol da cidade, que na época jogava em um acanhado estádio na rua Antonio Saes. E o palco inaugurado em 1970 é, até hoje, um estádio relativamente moderno e bastante confortável para assistir aos jogos de futebol. Isso tudo se deve à iniciativa do senhor Ottoboni, que foi presidente do clube entre 1964 e 1971. Seguramente, ninguém fez tanto pelo futebol da cidade quanto ele.

O clube mudou de nome, virou São José Esporte Clube e adotou a Águia como mascote. Mas o estádio Martins Pereira continuou sendo a casa da equipe. A memória de Mário Ottoboni nunca poderá ser esquecida. Em 87 anos de vida, deixou muitos legados para a cidade, não apenas no esporte.

Pessoalmente, só estive com ele uma vez, na reinauguração do estádio, em 2014, após passar por reforma. Antes, já havia o entrevistado várias vezes por telefone. E, mesmo sem me conhecer pessoalmente, sempre foi extremamente gentil e atencioso.

Fica aqui registrado, nesse momento, essa nossa singela homenagem a esse grande homem do futebol joseense. Obrigado, Mário Ottoboni

Mário Ottoboni na festa dos 48 anos de fundação do estádio Martins Pereira, em 2018. Foto: Divulgação

Ano de frustrações para o futebol da região

O ano de 2018 está terminando. E os times de futebol profissional do Vale do Paraíba não tiveram muito o que comemorar. Talvez o único fato positivo tenha sido a boa campanha do Taubaté na Copa Paulista, onde chegou até às quartas de final e conseguiu montar uma boa base para a Série A-2 do Paulista no ano que vem. Mas, na própria Série A-2 deste ano, o Burro da Central decepcionou. Montou um time para brigar lá em cima, mas acabou terminando apenas em sétimo lugar, eliminado ainda na primeira fase e ainda com direito a uma vexatória goleada de 6 a 1 sofrida fora de casa para o Nacional na primeira fase. O fato é que acabou o ano sem o acesso e sem uma inédita vaga em uma competição de nível nacional.

O São José teve um ano ainda mais dolorido. Pela segunda vez, disputou o martírio da Quarta Divisão do estado e viu o acesso escapar no último minuto, no doído empate por 2 a 2 contra o Comercial em Ribeirão Preto, em outubro. A diretoria da Águia do Vale montou um time para subir, o São José sempre esteve entre os melhores, mas sucumbiu na hora ‘H’. Agora, terá que juntar os cacos em 2019 e começar tudo de novo, em sua terceira participação na última divisão do estado.

O ano também foi ruim para o Manthiqueira de Guaratinguetá. Debutante na Série A-3 do Campeonato Paulista, manteve a base da Quarta Divisão de 2017 e, sem fôlego suficiente, acabou novamente rebaixado para a última divisão, sem apresentar qualquer possibilidade de reação durante o campeonato. É outro que terá que remar tudo de novo se quiser ter uma boa temporada em 2019.

E, finalmente, o Atlético Joseense, que este ano voltou a usar o seu nome original, deixando de lado o ‘São José dos Campos FC’, fez campanha ruim na Quarta Divisão, onde sequer passou da primeira fase.

 

A vitória do time mais regular desta Copa

A França é bicampeã mundial! A vitória por 4 a 2 sobre a Croácia neste domingo, em Moscou, deu o segundo título da história dos franceses, repetindo o feito de exatos 20 anos atrás. E esta conquista foi absolutamente merecida.

Os croatas foram uma grata surpresa nesta Copa de 2018. Fizeram uma excelente campanha, têm grandes jogadores, mas o cansaço das três prorrogações anteriores pesou muito nesta final. E a França, que tem mais camisa (e isso pesa em uma final) e um time mais qualificado, soube muito bem aproveitar.

Em sete jogos, ganhou seis e empatou um. Um equilíbrio muito grande dentro de campo, onde poucas vezes foi realmente ameaçada pelos adversários. E nomes como Griezmann, Mbappé e Pogba – este último fazendo sua melhor atuação individual neste mundial – fizeram por merecer esta conquista.

O time francês vem forte já desde a Copa de 2014, no Brasil, quando caiu nas quartas de final para a Alemanha. Depois, em 2016, poderia ter ganho a Eurocopa em casa, quando foi surpreendido por Portugal na decisão. Agora, conseguiu o triunfo tão desejado.

E o técnico Didier Deschamps consegue um feito que só havia sido conquistado pelo brasileiro Zagallo e pelo alemão Beckenbauer: ser campeão como atleta e como treinador.

Desde o início da Copa, os franceses já poderiam ser apontados como um dos principais favoritos ao título. E, no meio do caminho, ainda teve a vida facilitada pela eliminação precoce de outros gigantes como Alemanha, Espanha e Brasil. Mesmo assim, teve um caminho duro pela frente.

Na primeira fase encarou seleções tradicionais como Dinamarca e Peru. Depois, no mata-mata, venceu todos os adversários no tempo normal, todos eles seleções de respeito: Argentina, Uruguai, Bélgica e, na final, a surpresa Croácia.

O futebol francês vive grande momento. E, ao contrário de 1998, quando tinha muitos atletas veteranos, que não conseguiram uma renovação satisfatória, desta vez a seleção é muito jovem, com talentos que podem continuar brilhando pelos Les Bleus em mais uma ou duas Copas do Mundo.

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Perder um título não é fácil. Por mais que a Croácia fosse uma ‘zebra’, eles não queriam perder. E a decepção dos jogadores era visível após a partida. Eles sabem que, provavelmente, nunca mais essa geração terá outra chance como essa. Um país de 4 milhões de habitantes conseguir chegar a uma final de Copa e desbancar vários times campeões, é muito raro.

Por outro lado, os jogadores estão de parabéns. Devem erguer a cabeça e seguirem em frente. A torcida reconheceu isso e aplaudiu os atletas. A campanha foi espetacular. E o prêmio de melhor jogador da Copa concedido a Luka Modric foi mais do que justo.

E, que venha a Copa de 2022, no Catar.

A melhor Bélgica da história

A Bélgica venceu a Inglaterra neste sábado. Foto: Fifa/Divulgação

O legal da decisão do terceiro lugar na Copa do Mundo é que os times sempre jogam mais soltos, sem muita pressão, embora o resultado, claro, também seja importante. E Bélgica e Inglaterra fizeram um jogo legal de assistir neste sábado de manhã, em São Petersburgo.

E a vitória dos belgas por 2 a 0 consumou a melhor campanha da história deste pequeno país europeu. Até então, o melhor resultado da seleção da Bélgica havia sido o quarto lugar na Copa de 1986, mo México.

Esta é a melhor geração do futebol belga, que já havia ido bem em 2014, no Brasil, quando caiu nas quartas de final para a Argentina. Desta vez, o time que tem nomes como De Bruyne, Lukaku, Hazard, Mertens e outros, conseguiu ir mais longe. Essa geração ainda pode render mais frutos na Copa de 2022.

A Inglaterra alcançou a sua melhor campanha desde a Copa de 1990, na Itália e também tem que sair de cabeça erguida. Com uma geração jovem e promissora, conseguiu fazer uma campanha melhor do que o esperado e sai da Copa com o artilheiro do torneio, Harry Kane, com 6 gols.

Croácia faz história ao chegar à final da Copa do Mundo!

A Croácia, quem diria, está na final da Copa do Mundo! Um país com pouco mais de 4 milhões de habitantes, com uma liga profissional sem nenhuma expressividade e uma região que há menos de 30 anos convivia com guerras, agora pode conquistar um título mundial.

A vitória por 2 a 1, na prorrogação, de virada, sobre a Inglaterra, foi mais do que merecida. O time foi amplamente superior durante todo o segundo tempo e soube se recuperar após tomar o primeiro gol logo aos 4min.

Acho muito difícil que o time croata consiga ganhar da poderosa França na final de domingo, às 12h. Só o fato de chegarem à decisão, já devem comemorar muito. Porém, a Croácia tem um elenco cheio de jogadores de altíssimo nível técnico, casos de Modric e Mandzukic, por exemplo, que atuam em grandes equipes da Europa. Não chegaram na final por acaso.

No final de semana, a Croácia terá também a chance de dar o troco nos franceses, 20 anos depois. Isso porque, quando esteve em seu primeiro mundial, em 1998, o time croata foi eliminado na semifinal pelos franceses – em jogo bastante equilibrado na oportunidade.

Muitos podem torcer o nariz e dizer preferir duas equipes ‘tradicionais’ na decisão. Mas acho fantástico um país novo chegar na decisão. E, em termos de final, já pode ser considerada a maior zebra da história das Copas.

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Já a Inglaterra não deve baixar a cabeça. Claro que perder a semifinal para uma seleção menos tradicional é difícil, mas os ingleses mostram que têm uma geração com potencial, repleta de jovens talentos e que poderão se aprimorar e irem mais fortes em outras Copas. Vale lembrar que a Inglaterra vem fazendo um forte trabalho nas categorias de base (tanto é que foi campeã mundial sub-20) e vem, inclusive, investindo na formação de novos treinadores, além de já ter a liga profissional mais forte e badalada do mundo há muitos anos.

Tudo isso vem se refletindo dentro de campo e o trabalho na terra da Rainha não pode parar por aí. A tendência é evoluir.

Jogadores da Croácia comemoram a classificação para a final da Copa do Mundo. Foto: Fifa/Divulgação

França credenciada a conquistar mais um título mundial

A vitória por 1 a 0 sobre a Bélgica colocou a França em sua terceira final de Copa do Mundo na história. Agora, vai brigar firme pelo seu segundo título mundial – o primeiro foi em casa, em 1998. Independente de quem seja o adversário na final (Inglaterra ou Croácia) os Les Bleus podem ser considerados favoritos.

O time do técnico Didier Deschamps vem jogando o futebol mais eficiente desta Copa. Com exceção do jogo contra a Argentina, quando sofreu três gols na vitória por 4 a 3, em todas as outras a defesa esteve sempre muito bem postada. E o ataque funcionou quando precisou.

O jovem Mbappé, de apenas 19 anos, tem de tudo para ser um dos grandes craques do futebol mundial nos próximos anos. E pode se consagrar caso conquiste o título.

A França soube se impor diante de um forte time belga na terça-feira. Criou as melhores oportunidades e foi melhor em campo durante a maior parte do tempo.

Classificação emocionante da Croácia

Lance da partida entre Rússia e Croácia. Foto: Divulgação

A Croácia já vai ao menos repetir a sua melhor campanha na história das Copas. Com a vitória sobre a Rússia nos pênaltis, após empate por 2 a 2 (1 a 1 no tempo normal e 1 a 1 na prorrogação), os croatas repetem o feito de 1998, quando chegaram à semifinal. Naquele ano, perderam para a França, dona da casa. Desta vez, eliminaram os donos da casa.

O país que já fez parte da antiga Iugoslávia fez uma grande campanha na primeira fase, com direito a um 3 a 0 sobre a Argentina. Na fase de mata-mata, por duas vezes precisou dos pênaltis para se classificar. Porém, mostrou muita qualidade.

O time de Modric, Vida, Raktic, Mandzukic e companhia tem talento e recurso técnico. Vai dar trabalho para a Inglaterra na semifinal.

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A Rússia, dona casa, não tem que sair triste. Ao contrário. Pelo time que tinha e por toda a desconfiança inicial, acabou fazendo bonito e ainda foi longe na Copa. Entre outras coisas, eliminou a poderosa Espanha. Nada mau para quem temia dar vexame dentro de casa.

Agora, é manter o trabalho e se reforçar para a Copa do Mundo de 2022, no Catar.

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Com a vitória da Croácia, agora as semifinais estão completamente definidas. Na terça-feira, às 15h, França e Bélgica fazem o duelo de dois times tidos como forças neste mundial. E, no outro lado, a Inglaterra pega a Croácia, quarta-feira, no mesmo horário.

Uma coisa é certa: ou teremos um novo bicampeão mundial (Inglaterra ou França) ou teremos um campeão inédito (Bélgica ou Croácia). Agora, é esperar para ver.

 

É dia de festa na terra da Rainha

Lance do jogo entre Suécia e Inglaterra, neste sábado. Foto: Divulgação

A Inglaterra, após 28 anos, chega a uma semifinal de Copa do Mundo. Os ingleses tiveram mérito na vitória por 2 a 0 sobre a Suécia, neste sábado, e mostraram que têm potencial para chegar longe, ainda mais que as grandes potências como Brasil, Alemanha, Espanha, Uruguai ou Argentina ficaram pelo caminho.

Neste sábado, o tradicional jogo aéreo foi decisivo para o English Team. Um gol de cabeça em cada tempo definiu o placar. A Suécia teve duas grandes chances no segundo tempo e, em ambas, o jovem goleiro Pickford, do Everton, defendeu com maestria.

O time comandado pelo técnico Gareth Southgate tem um padrão de jogo definido. E até mesmo quando o artilheiro Harry Kane não foi bem, os demais conseguiram dar conta do recado.

Não é um super time, mas é um time competitivo. E que já vai para a semifinal como favorito contra o vencedor de Croácia e Rússia. A última vez que o time da terra da Rainha chegou à final da Copa foi em 1966, quando inclusive ficou com o título – único até agora.

Quanto à Suécia, a equipe escandinava fez uma excelente participação na Copa. Mas contra a Inglaterra não teve atenção nas jogadas aéreas e não aproveitou as chances que teve. Inclusive, não teve força para pressionar como deveria, em busca da reação.

De qualquer maneira, já faz a sua melhor campanha em Copas desde 1994, quando foi até às semifinais, quando perdeu para o Brasil por 1 a 0.