Violência no futebol

Sei que o assunto já é debatido à exaustão, mas não dá para deixar quieto. A cada final de semana, uma história de violência envolvendo torcidas organizadas surge no Brasil. Neste final de semana, por exemplo, o zagueiro Bruno Aguiar, do Goiás, foi covardemente agredido no CT do clube, após invasão de marginais travestidos de torcedores. Lamentável. E, detalhe: o jogador estava lesionado e fazendo sessão de fisioterapia. Poderia ter sido uma tragédia ainda maior.

Está mais do que na hora de os clubes romperem com essas torcidas organizadas que, na prática, não trazem nada de bom para o futebol. Chega de dar dinheiro e bancar vândalos. O futebol em Goiás, por exemplo, vem sendo muito prejudicado, onde famílias pensam duas vezes antes de irem ao estádio. Afinal, não se sabe se vão voltar vivos para casa.

No evento lamentável de Goiânia no final de semana boa parte do CT do clube ficou destruída. Não vejo como isso pode ajudar o time a sair da situação difícil em que se encontra no campeonato. A violência precisa de um basta imediato, com punição rigorosa para quem participa.

Parte do CT do Goiás ficou destruído. Foto: Goiás E.C/Divulgação

Disputa acirrada pelo título!!!

Para quem acha que a Fórmula 1 perdeu a graça, é bom rever os conceitos. Bom, ao menos é assim que vejo. O GP da Bélgica deste domingo, que marca o início da segunda metade do Mundial de 2017, mostra que a briga pelo título vai ser boa até o final do ano.

Lewis Hamilton, da Mercedes, mesmo com um carro superior neste circuito, teve que carregar o ferrarista Sebastian Vettel até o final em sua cola. O inglês venceu, com pouco mais de um segundo de vantagem sobre o alemão. A vantagem de Vettel na liderança caiu para sete pontos!!! Haja emoção.

Agora, no próximo domingo, a disputa será em Monza, na Itália, justamente na casa da Ferrari, mas em outro traçado que favorece bastante a potência do motor da Mercedes.

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Outro ponto legal na prova deste domingo foi o bom desempenho do brasileiro Felipe Massa, que largou em 16º lugar, com um carro cheio de problemas, mas conseguiu ficar ainda em oitavo lugar, marcando três pontinhos na classificação geral. Hoje, ele tem 26 pontos, bem mais do que os 10 pontos somados pelo espanhol Fernando Alonso, da McLaren, que abandou a prova (aquele mesmo que nos tempos de Ferrari já prejudicou o brasileiro).

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E, na Fórmula 2, categoria de acesso à Fórmula 1, teve festa brasileira!!! Sérgio Sette Câmara venceu a prova da Bélgica, a primeira dele na carreira. E que seja a primeira de muitas desse piloto de Minas Gerais e torcedor do Atlético Mineiro!

 

Vai ter que ser na raça, São José!

Uma partida surreal aconteceu neste sábado à tarde em Mogi das Cruzes. O São José vencia por 3 a 1, bobeou e viu o União virar para 4  a 3, com direito a três jogadores da Águia do Vale expulsos – dois deles no início do segundo tempo, isso sem contar a exclusão do técnico Oliveira e o preparador físico Itamar Lisboa.

Agora, para não morrer na praia e se classificar à seminais da Quarta Divisão, só a vitória interessa para o São José, no próximo domingo, no estádio Martins Pereira, às 10h, dia 3 de setembro.

O problema é tentar levantar o astral do time, que tinha a classificação praticamente assegurada, mas permitiu a reação de um adversário que vem embalado no torneio. Outra questão é técnica: o São Jose terá quatro desfalques importantes para o próximo jogo. Além dos três expulsos (os zagueiros Cazu e Maicon e o meia Matheus Carioca), também não terá o lateral-direito Josué, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

Aliás, a arbitragem foi bastante contestada pela expulsão de Cazu, no lance que originou o pênalti do terceiro gol mogiano. Para o São José, o árbitro foi muito rigoroso.

É preciso remontar o time e ainda levantar o psicológico dos jogadores. Podemos ver a situação de duas maneiras: por um lado, o desânimo de ter perdido um jogo que estava na mão e com a vaga quase encaminhada. Por outro, o fato de estar tudo em aberto. Afinal, pelas circunstâncias do jogo neste sábado, com dois jogadores a menos por mais de 40 minutos, o São José poderia ter pedido por uma vantagem ainda maior e se complicar ainda mais.

Agora, tem que ir no peito e na raça para o jogo de volta. Não deixar o adversário jogar e pressionar desde o início. Não tem outra maneira. E o apoio do torcedor será fundamental.

Foto: São José EC/Divulgação

Tem que haver união nas horas decisivas

O São José inicia neste sábado as quartas de final da Quarta Divisão, com dois jogos duríssimos contra o embalado União de Mogi das Cruzes. Agora, mas do que nunca, é hora de todos dentro do clube estarem unidos.

Não é hora de briga, discussão, vaidade, etc, etc, etc… Tem que se concentrar dentro de campo. Na semana passada, o vice-presidente de futebol Gilvan Diniz chegou a apresentar carta de renúncia ao presidente Adilson José da Silva, pois discordava da postura e conduta de alguns diretores. Porém, foi convencido pelo presidente a continuar no cargo.

Independente de quem esteja certo ou errado, é hora de trabalhar junto, remar para o mesmo lado e pensar primeiramente no São José. A última divisão do Estado é complicada. Pouco dinheiro, pouca estrutura. E nessas horas o amor à camisa e, inclusive, a força da camisa, fazem a diferença!

Que nenhum problema extra-campo atrapalhe a Águia do Vale neste momento.

O espetacular circuito de Spa-Francorchamps

Ufa! A Fórmula 1 está de volta, após um mês de pausa no calendário. E a volta é em grande estilo, com o espetacular circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, iniciando a segunda metade do campeonato em 2017. Um autódromo de altíssima velocidade, com freadas duras e, consequentemente, que exigem muito dos carros e dos pilotos. Poucos sabem, mas o nome do local se dá por conta do traçado passar pelas duas cidades (Spa e Francorchamps).
Geralmente, costuma chover nesta prova, deixando a disputa ainda mais emocionante. Difícil de esquecer a largada do GP da Bélgica de 1998, onde simplesmente 13 carros se engalfinharam na largada e a corrida teve até bandeira vermelha. Naquele ano, o finlandês boa-praça Mika Hakkinenn venceu a corrida e também faturou o seu primeiro título, quando corria pela McLaren. Sorte minha, que naquele ano troquei um churrasco com futebol para acompanhar a corrida. Sem nenhum arrependimento!

O GP da Bélgica é um prato cheio para os amantes do automobilismo. Imperdível. Para nós, saudosistas do maior de todos, é impossível não se lembrar das vitórias de Ayrton Senna no circuito. Foram cinco ao todo, quatro delas consecutivas, entre 1988 e 1991 – a primeira foi em 1985, com a Lotus. Só não ganhou mais porque nas outras provas não tinha carro para isso. Sempre que teve o melhor carro, ganhou e com sobras. Além dele, o único a vencer quatro vezes seguidas em Spa foi o britânico Jim Clark, entre 1962 e 1965.
Mas, falando da prova deste domingo, a briga pentre Sebastian Vettel e Lewis Hamilton promete ser sensacional. Dois pilotos de altíssimo nível, disputando ponto a ponto o título mundial, em equipes diferentes e em um dos melhores circuitos da Fórmula 1. Um belo pretexto para acompanhar a categoria, que só tem Felipe Massa entre os brasileiros e mesmo assim muito longe de sonhar com uma vitória. Só sei que, neste domingo pela manhã, não tem nada mais sagrado do que a Fórmula 1.

Águia do Vale está cheia de mascotes

Lembram do cachorrinho Duque, o ‘cão de guarda’ do estádio Martins Pereira? Ele está lá todos os dias e tem até uma casinha no corredor de acesso aos vestiários do estádio. Mas ele não é o único ‘mascote’ que o São José tem este ano, não.

A Águia do Vale agora tem até um ‘cavalinho do Fantástico’, que sempre acompanha aos jogos na curva da arquibancada do lado oposto direito das cabines de imprensa. A ideia foi da torcedora Roberta Almeida, outra fanática pelo São José e que também não perde um jogo do time.

Segundo ela, o cavalinho foi feito por sua mãe, em alusão aos personagens do fantástico.

E tomara que ele seja ‘pé quente’ e ajude o time da região a conquistar o acesso para Série A-3 do ano que vem!

Mesmo perdendo, Timão fica na boa na rodada

Incrível! Mesmo perdendo a invencibilidade no Campeonato Brasileiro neste final de semana, o Corinthians foi um dos grandes vitoriosos da rodada. Afinal, o Grêmio, segundo colocado, só empatou em casa com o Atlético-PR e, assim, a diferença caiu apenas um ponto: de 8 para 7. E os outros dois perseguidores mais próximos, Santos e Palmeiras, também decepcionaram.

O Peixe ficou em um empate sonolento sem gols contra o Coritiba fora de casa. O Verdão, então, deu vexame. Em casa, foi totalmente apático e perdeu para a Chapecoense por 2 a 0. O técnico Cuca já balança e marginais que se dizem torcedores já ameaçaram de morte o diretor de futebol, Alexandre Mattos. Enfim, o Palmeiras parece mesmo longe do título.

O Flamengo até ganhou do lanterninha Atlético-GO, mas está 15 pontos atrás do Timão.

Preocupante mesmo ainda é a situação do São Paulo. O Tricolor empatou com o Avaí fora de casa, mas termina a rodada na zona de rebaixamento, dois pontos atrás de outro grande: o Vasco. Assim, a situação é muito preocupante pelos lados do Morumbi.

No fechamento da rodada, nesta segunda-feira, o Fluminense venceu o Atlético-MG por 2 a 1 e se consolida em uma posição de meio de tabela. Já o Galo é o 13º e está apenas três pontos a frente do São Paulo. Ou seja, mais um grande que já se preocupa com a degola.

Gol de placa do São José!

Definitivamente, o futebol não é apenas um jogo de futebol. E mesmo com todas as dificuldades financeiras para se manter, o São José fez um golaço fora de campo. Um exemplo de solidariedade. O pequeno Cesinha, morador da Vila São Bento, em São José dos Campos, é um torcedor fanático da Águia do Vale. Mas sofre de “Esferocitose Hereditária”, uma enfermidade que leva seus portadores a quadros graves de anemia hemolítica. Há cerca de um ano atrás, o estado do garoto era muito complicado e ele se encontrava internado no hospital e sem perspectivas de voltar para casa, passando por inúmeras cirurgias e procedimentos.

Agora, a situação mudou bastante. E, recentemente, o São José proporcionou a possibilidade de levar o atleta dentro do gramado e até entrar com os jogadores dentro de campo. Uma bola dentro na Águia do Vale!

Que saudade do basquete!

Foto: Warley Leite / Arquivo OVALE

Nesta semana, a seleção brasileira masculina de basquete fez dois amistosos contra Camarões no ginásio João do Pulo, em Pindamonhangaba, no início do processo de reformulação da modalidade no país. Casa cheia e astros conhecidos da região como o armador Fúlvio e o pivô Rafael Mineiro, por exemplo, que já fizeram a alegria do torcedor joseense em um passado bem recente. Um bom aperitivo.

Dá saudades de ver o ginásio Lineu de Moura lotado e com a torcida fazendo a festa para Fúlvio, Murilo, Dedé, Jefferson, Laws e outros tantos. Por uma série de fatores, talvez vaidade, falta de dinheiro, falta de apoio, falta de interesse, tudo isso acabou. E aquele time que deixava o torcedor orgulhoso já não existe mais. Nos bastidores, os comentários são de que, no ano que vem, a equipe voltará a ser formada para disputar o Campeonato Paulista. E, quem sabe, voltar ao NBB – Novo Basquete Brasil – a elite do basquete nacional.

São José sempre respirou basquete. É um esporte de grande aceitação na cidade. Muitos argumentam que a Prefeitura não pode investir dinheiro público no time, pois esse dinheiro deveria ser investido em saúde e educação, por exemplo. Ok. Mas o fato é que os mais de R$ 4 milhões que já foram investidos na modalidade anualmente, não foram necessariamente investidos em saúde e educação. E, pelo que se comenta, o serviço de saúde na cidade tem sido alvo de muitas reclamações dos usuários. E os professores da rede municipal não tiveram nem um centavo de aumento no salário com o ‘dinheiro do basquete’.

O antigo secretário de Esportes de São José, João Bosco da Silva, no governo Carlinhos Almeida (PT) dizia que o basquete dava um retorno de mídia de R$ 13 milhões. Ou seja, partindo desse raciocínio, era bastante viável. Mas, o projeto acabou sendo enterrado na cidade. É claro que os esportes de alto rendimento precisam contar cada vez mais com o apoio da iniciativa privada. Porém, na atual realidade do país, é praticamente impossível sobreviver só com o dinheiro privado. Se os time não tiverem apoio público, fica muito difícil. Ao menos por enquanto. Até o Brasília, gigante do basquete brasileiro, encontra dificuldades e talvez nem dispute o NBB nesta temporada.

Enfim, vamos torcer para que um dia, e que esse dia seja logo, o Caldeirão do Lineu de Moura volta a ferver e fazer os adversários tremer dentro de quadra. E que as vaidades pessoais fiquem bem longe de quem ama o esporte.