Que esta laranja nunca se azede!

Parabéns, Manthiqueira, pelo acesso à Série A-3 e, principalmente, pelo título do Campeonato Paulista da Quarta Divisão. O primeiro da história deste clube que iniciou no profissionalismo em 2011 e deu uma lição de trabalho para muitos times mais tradicionais.

O time de Guaratinguetá devolveu a auto estima ao torcedor da cidade, um reduto de muita tradição no futebol.

Leandro Oliveira/AD Manthiqueira

O título foi mais do que merecido e a festa agora vai ser longa. Porém, também já é preciso começar o planejamento para a Série A-3, um campeonato muito mais difícil e com recursos muito maiores.

Agora é o momento da cidade abraçar novamente o futebol local, que é viável. A prova disso foram os mais de 5.000 torcedores na final deste sábado. Nem mesmo o desativado Guaratinguetá, nos recentes anos áureos, conseguia levar tanta gente assim ao estádio.

O projeto não pode parar, não pode se perder e não pode deixar que pessoas sem vínculo com o clube e com a cidade tomar conta e jogar tudo fora.

A Série A-3 está aí. Muitos ‘especialistas’, ‘entendidos’, ‘empresários’, entre outros, vão surgir dizendo que querem ajudar. Cabe ao presidente Dado Oliveira saber lidar com tudo que virá pela frente.

Honestidade e boa vontade, ele tem. Agora, é dar sequência ao trabalho, sem interferência, mas com ajuda de quem realmente entendo. O projeto tem que continuar e evoluir.

E que a Laranja Mecânica nunca mais deixe de brilhar nos campos de futebol!

E lá vem eles de novo… virou passeio!

É incrível. O Palmeiras, na primeira fase da Libertadores, perdeu para o Jorge Wilstermann, fora de casa, resultado que inclusive acabou na demissão do técnico Eduardo Baptista. No returno, sofreu para vencer por 1 a 0 com um gol no último ataque da partida.

Depois, nas oitavas de final, o time boliviano eliminou o Atlético Mineiro, vencendo por 1 a 0 em casa e empatando por 0 a 0 no Mineirão, onde o Galo teve uma atuação horrível e sequer ameaçou o Wilstermann de forma real.

Depois, nas quartas de final, aproveitou a altitude de La Paz e sapecou um 3 a 0 no River Plate, da Argentina. Classificação assegurada, certo? Errado. Não é que os argentinos, no jogo de volta, enfiaram 8 a 0, sem dó? E no melhor estilo quatro vira, oito acaba. E estão na semifinal contra outro argentino, o Lanús. Ou seja, o país já tem um representante na final da Libertadores.

Capa do diário argentino ‘Olé’ desta quinta-feira sobre a classificação do River

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E o Brasil? Apenas o Grêmio segue na disputa e vai encarar o Barcelona de Guaiaquil. E avançou eliminando outro brasileiro, o Botafogo, em dois confrontos equilibrados.

O Barcelona, aliás, conseguiu a façanha de eliminar o milionário Palmeiras e também o Santos. Contra o Peixe, fez uma grande atuação na Vila Belmiro, vencendo por 1 a 0.

Agora, será que o time equatoriano terá a mesma sorte contra os gaúchos, que estão embalados no torneio? Vamos esperar para ver. Se isso acontecer, será mais um vexame brasileiro no torneio.

É difícil até de explicar. O futebol do Brasil tem uma estrutura e um investimento muito acima de todos os outros sul-americanos. Mas não ganha uma Libertadores desde 2013, com o Atlético Mineiro. Depois disso, sequer chegou a uma final.

E segue o baile!

Jô Eterno e a necessidade do árbitro de vídeo

No primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o atacante Jô, do Corinthians, teve um gol legítimo mal anulado contra o Coritiba, em jogo que ficou empatado em 0 a 0.O Timão poderia ter saído com a vitória por 1 a 0. Neste domingo, 17 de setembro, o mesmo Jô fez um gol com o braço, que garantiu a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco.

Aliás, o mesmo Jô (inesquecível e eterno ídolo da torcida do Atlético Mineiro campeão da Libertadores em 2013, mas aí já é uma outra história) teve um outro gol legítimo muito mal anulado no empate por 1 a 1 em casa contra o Flamengo no primeiro turno do Brasileirão. Neste mesmo dia, o atacante Rafael Moura ‘He Man’ do Atlético-MG teve um gol totalmente legal e também muito mal anulado pela arbitragem no outro jogo da rodada – ao menos o Galo ainda venceu aquele jogo contra o Coritiba por 2 a 0 e o erro não interferiu no resultado final.

Mas, não quero aqui levantar suspeita disso ou daquilo. Até porque, o Timão foi prejudicado em alguns jogos e favorecidos em outros. Nestes casos, acredito mesmo que tenha sido erro humano da arbitragem.

Mas, onde quero chegar? Neste domingo, assisti Borussia Dortmund 5×0 Colônia, pela Bundesliga (sim, sou fã do futebol alemão, mas isso também já é outra história). No primeiro final do tempo, o time da casa vencia por 1 a 0 fez um gol e o árbitro anulou, alegando falta no goleiro do Colônia. Pois bem. O árbitro de vídeo, o ‘VAR’ (Video Assistant Referee), reviu o lance e percebeu que não havia acontecido a infração. Assim, o gol foi validado alguns segundos depois. (minha esposa, assistindo ao jogo do meu lado, acho estranho a TV ficar mostrando o árbitro e, de repente, o narrador começar a gritar gol, mas isso também já é uma outra história).

Depois do intervalo, novo lance. O jogador do Colônia colocou a mão na bola dentro da área e o árbitro, inicialmente, não viu. Mais uma vez, com auxílio do VAR, voltou atrás, assinalou a infração e Dortmund fez o seu terceiro gol).

Também neste domingo, o Bayer Leverkusen goleou o Freiburg por 4 a 0. Seria 5 a 0, mas o árbitro de vídeo evitou que um gol irregular fosse validado.

Assim, entendo que seria pertinente a introdução deste sistema também no Campeonato Brasileiro da Série A e B inicialmente. Muitos vão falar “ah, mas na Bezinha não vai ter auxílio, aí não é justo”. Porém, se fosse no mesmo campeonato ter o VAR em um jogo e não ter no outro seria problemático. Mas, em campeonatos diferentes, não teria problema. Acho que deveria ser introduzido logo e, aos poucos, ir expandindo para as outras competições.

É um recurso interessante para que erros sejam minimizados e que resultados não sejam alterados por erro humano. O futebol é profissional, dinheiro é investido e não se pode ficar tendo prejuízo por conta de falhas humanas.

Vai ter suco de laranja, sim senhor!

Na Copa de 1974, a Holanda encantou o mundo com o seu futebol envolvente. O ‘Carrossel’ jogava diferente de todos e, de forma surpreendente, chegou à final contra a Alemanha. Perdeu o título, mas ganhou o mundo com o trabalho do técnico  Rinus Michels. A cor do uniforme ainda rendeu o apelido de ‘Laranja Mecânica’.

Essa história também inspirou o abnegado e idealista Dado Oliveira, que em 2011 colocou o AD Manthiqueira de Guaratinguetá em campo pela primeira vez, no Campeonato Paulista da Quarta Divisão. O uniforme da cor laranja era uma homenagem àquele time da década de 70. Os recursos eram (e ainda são) escassos. Mas o trabalho era duro.

O time apostou na técnica Nilmara Alves, uma das poucas mulheres a se habilitarem no futebol masculino. Ela ficou no clube por cinco anos. Por compromissos profissionais, deixou o comando em 2017, mas o jovem Luís Felipe Camargo, em seu primeiro trabalho como comandante, deu continuidade.

E aquele time que ficou conhecido no país todo pela técnica mulher e também pela cartilha do ‘fair play’ acabou coroado neste sábado. A vitória por 3 a 1 contra o União de Mogi das Cruzes fez renascer o orgulho do futebol na terra do Frei Galvão.

Agora, a Laranja Mecânica do Vale do Paraíba está na Série A-3 do Campeonato Paulista em 2018. Deixou até o São José para trás – a Águia do Vale vai ter que disputar de novo a última divisão no ano que vem. Mas, isso já é uma outra história.

O fato é que o trabalho duro, com poucos recursos e insistente de Dado Oliveira, o presidente da equipe, o time chegou longe. Agora, vai precisar se estruturar para rumar a caminhos mais longos.

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A Esportiva de Guaratinguetá sempre foi o grande time da cidade. Disputou a Série A-1 do Campeonato Paulista na década de 1960 e chegou a ganhar do Santos de Pelé. Mas, em 1998, saiu de cena e fechou as portas com dívidas impagáveis.

Surgiu, então o Guaratinguetá. O clube-empresa logo subiu da Quinta Divisão para a Série A-1 do Paulista e ganhou a torcida local. Foi até campeão do Interior em 2007, disputou a Série B do Campeonato Brasileiro e até mesmo a Copa do Brasil. Era um exemplo de gestão.

Mas, em 2010, cometeu o erro bizarro de mudar de cidade e ir para Americana, após briga com a Prefeitura. Voltou um ano depois, mas o estrago já estava feito. Passou a ser visto com desconfiança por parte da torcida. Novamente começou a mandar jogos em Londrina, Limeira e até mesmo no Paraná, quando fez parceria com o Atlético Paranaense. Em 2017, o Tricolor do Vale, que estava havia sido rebaixado para a última divisão, decidiu nem disputar o campeonato. Sumiu de vez.

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O Manthiqueira, que surgiu em 2011, também sob a desconfiança de muitos torcedores, foi aos poucos ganhando a confiança da cidade. Não vai para outro lugar. Não vai sair da região. Aliás, o próprio estatuto do clube proíbe isso. Agora, é torcer para que a cidade abrace mais o time e que possa continuar dando orgulho e alegria para a cidade de Guaratinguetá. Parabéns a todos pelo trabalho fantástico realizado este ano.

Agora, vai um suco de laranja aí?

GP noturno de Cingapura vem aí!

Atenção! Nada de shopping, praia, mercado, tomar café fora, etc, neste domingo. Afinal, é dia de Fórmula 1. E, às 9h, tem o GP de Cingapura, 14ª etapa do Mundial.

O campeonato está eletrizante. Hamilton tem três pontos a mais do que Vettel na liderança. Mas o circuito asiático tem um traçado que, teoricamente, favorece mais a Ferrari do que a Mercedes. Assim, o alemão, se vencer, retoma a liderança que está sendo disputada ponto a ponto.

E, não é para menos. São dois gigantes do automobilismo. Quatro títulos de um lado e três do outro, sete ao todo. Quem vai levar a melhor este ano? Ainda restam muitas provas pela frente até o fim do ano.

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Aliás, o GP de Cingapura, charmoso por sua corrida noturna e pela beleza arquitetônica ao redor, teve uma polêmica prova em 2008. Aliás, aquela prova, na prática definiu o campeonato. Para tristeza do brasileiro Felipe Massa, que se tivesse vencido, ao final do campeonato, teria sido campeão.

Na oportunidade, o também brasileiro Nelsinho Piquet, então na equipe Renault, protagonizou o maior escândalo da história da categoria. Bateu de propósito em determinado trecho da prova para causar bandeira amarela e favorecer o seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, a mando do então chefão da equipe, Flávio Briatore, que um ano depois acabou banido do esporte por conta da armação. O espanhol acabou se beneficiando com o safety car e venceu a corrida. Uma vergonha.

Era a 800ª corrida da história da Fórmula 1 e a primeira corrida noturna da categoria. Seria uma festa. No dia, até foi. Mas depois se comprovou o vexame. Se não fosse isso, Massa teria sido campeão em 2008.

Ao menos, Alonso, que tem talento de sobra, mas falta de fair play de sobra também, nunca mais ganhou um título na carreira. Estacionou no bicampeonato em 2005 e 2006. E, para o bem do esporte, que nunca mais ganhe nada. Não seria justo.

Corinthians ainda está tranquilo; Santos embalado, Palmeiras estável e São Paulo em dias de desespero

Acabou a quarta rodada do segundo turno do Campeonato Brasileiro. O Corinthians, líder absoluto até aqui, vive um período de instabilidade e dá mostras de que não tem um elenco tão forte assim. Porém, como abriu boa vantagem no início e não tem ninguém tão forte para encostar, segue com sete pontos de frente na liderança.

De qualquer maneira, as três derrotas em quatro jogos preocupa o torcedor do Timão, que precisa reagir imediatamente. Senão, o que ainda é tranquilidade pode se tornar um pesadelo.

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Quem parece embalado é o Santos, invicto há 13 rodadas na competição. Contra o Corinthians, no domingo, jogou bem e deu esperanças à torcida. Ainda assim, está nove pontos atrás do rival. E, como também está focado na Libertadores, é difícil acreditar que vai ter fôlego para manter o embalo até o final do Brasileirão e brigar pelo título. Mas, o fato é que Levir Culpi conseguiu dar um jeito no time. Se tivesse assumido desde o início do torneio, apostaria que hoje o Peixe estaria na cola da liderança.

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O Palmeiras, que empatou com o Atlético-MG fora de casa, parece mesmo condenado a brigar por vaga na Libertadores. O título está longe do Verdão. Os 13 pontos de distância para o Timão são difíceis de serem tirados. O time do técnico Cuca até aparenta ter aparado as arestas. Vai reagir no campeonato. Mas para brigar pelo título, precisaria de uma arrancada histórica, a maior até hoje na história dos pontos corridos.

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Agora, quem precisa se preocupar de verdade é o torcedor do São Paulo. O Tricolor está em penúltimo lugar e não dá mostras de que pode reagir. Empatar em casa com a Ponte Preta, depois de abrir 2 a 0, no segundo tempo, é inadmissível. A cada rodada, se diz que o time precisa reagir imediatamente. Mas, não reage. O time parece rachado, embora o técnico Dorival Júnior entenda que não. A picuinha entre Rodrigo Caio e Cueva parece escancarar um grande problema interno. Há tempos o Tricolor parece um time sem alma dentro de campo. Não que falte vontade, mas falta mesmo a alma, o algo a mais. No domingo, encara o Vitória, em Salvador, concorrente direto na luta contra o descenso. Mais uma vez, o tricampeão mundial vai precisar mostrar que é Soberano, para se impor e sair com o triunfo. Uma derrota em Salvado será ainda mais catastrófica. E o técnico Dorival, que já está pressionado, provavelmente não vai conseguir se manter no cargo.

 

O caminho ainda será árduo para o Manthiqueira

Foto: Leandro Oliveira/AD Manthiqueira

O empate sem gols contra o União de Mogi, fora de casa, neste domingo, no jogo de ida das semifinais do Campeonato Paulista da Quarta Divisão, deve ser bastante comemorado pelo Manthiqueira. Afinal, mais um empate no jogo de volta, em Guaratinguetá, garante o acesso inédito à Série A-3 do ano que vem.

Mas não dá para pensar em facilidade. De jeito nenhum. O União é um time chato, cascudo e inteligente. Vai dar muito trabalho para a Laranja Mecânica no jogo de volta. Vide o que fez com o São José, no domingo passado, com cinco mil pessoas no estádio Martins Pereira.

Neste primeiro jogo, o time da região mereceu muitos elogios. Jogou com inteligência e soube suportar a pressão da torcida adversária e não se enervou com as marcações, mais uma vez, duvidosas da arbitragem.

O jovem técnico Luís Felipe, que vive sua primeira temporada como treinador profissional, merece todos os elogios. Conseguiu montar e armar o time buscando o empate, sem se expor. Isso realmente era o mais importante neste momento.

Agora, é fazer o dever de casa na semana que vem. E, mais uma vez, sem se expor muito. Como disse, não vai ser fácil. Mas a Laranja Mecânica tem de tudo para fazer história.

Tem que manter os pés no chão

O Manthiqueira de Guaratinguetá está pronto para enfrentar o União de Mogi neste domingo, fora de casa. Um momento histórico, já que o time da região está a dois jogos de um inédito acesso para a Série A-3 do Campeonato Paulista.

Mas de nada adianta a empolgação se o time não corresponder em campo. Entendo que, neste domingo, a Laranja Mecânica tem que marcar forte, segurar o adversário e evitar uma pressão forte. Os mogianos estão empolgados e o time da Grande São Paulo melhorou bastante durante o campeonato. Além disso, a arbitragem já tem se mostrado mais disposta a, na dúvida, marcar a favor do União – vide o impedimento assinalado no gol do São José no jogo passado, que poderia ter mudado a história do campeonato.

Enfim, o importante neste domingo é não perder. Empate já deve ser bastante comemorado. E uma derrota, mesmo por contagem mínima, já complica, pois o União é um time forte e, se o Manthiqueira precisar do resultado na volta, mesmo que seja mínimo, já vai se expor e dar espaço para o adversário.

O negócio é segurar a onda, não deixar o adversário jogar e trazer ao menos um empate para o próximo sábado, às 15h, quando vai decidir o acesso dentro de casa, no estádio Dario Rodrigues Leite.

Força, Manthiqueira!

Porsche de volta à Fórmula 1?

Atenção nostálgicos da Fórmula 1: a Porsche poderá voltar a fornecer motores para a categoria, a partir de 2021. Os mais velhos vão se lembrar que a fabricante alemã teve uma parceria vitoriosa com a McLaren na década de 1980, quando conquistou o título de pilotos com Niki Lauda, em 1984, e depois com Alain Prost em 1986, ficando até 1987, antes de ser substituída pela Honda em 1988, quando Ayrton Senna faturou o seu primeiro mundial.

A gigante alemã ainda forneceu motor em 1991 para a extinta equipe Footwork (aquele carro branco com detalhes vermelhos). Depois, não voltou mais. Agora, pode reaparecer. Ao menos é o que disse um dos diretores da empresa à conceituada revista especializada Motorsport.

A possibilidade do retorno existe por conta das novas regras que estão surgindo na maior categoria do automobilismo mundial, que vai simplificar os motores e diminuir os custos da categoria.

Por enquanto, a Porsche não cogita ter uma equipe própria. Mas poderá ter parceria com Williams ou Red Bull, segundo se diz nos bastidores. De qualquer maneira, será legal ver uma marca tradicional de volta à Fórmula 1 nos próximos anos.

Eliminatórias com contornos de dramaticidade

Restam somente mais duas rodadas para o final das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. E, entre os 10 participantes, simplesmente sete deles estão na briga pela classificação. Apenas o Brasil já está garantido, enquanto Bolívia e Venezuela já estão eliminados.

Estes dois últimos, aliás, complicaram a vida de dois favoritos nesta rodada. Os bolivianos venceram o Chile e tiraram a ‘Roja’ da zona de classificação. Aliás, os atuais bicampeões da Copa América correm sério risco de não ir ao Mundial, até porque dos dois jogos que ainda restam o último é simplesmente contra o Brasil, e fora de casa.

Os venezuelanos empataram com a Argentina em pleno estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. O time de Messi e companhia (muito mais Messi do que toda a companhia junta) estaria na repescagem se as eliminatórias terminassem hoje. Na próxima rodada, tem que vencer o embalado Peru, novamente em casa, para não se complicar ainda mais.

Seria catastrófico para futebol argentino ficar de fora da Copa. Messi, o maior jogador do país na atualidade e, na minha opinião, o maior de todos no futebol da Argentina, não mereceria o desgosto de ficar de fora de uma Copa. Seria uma marca negativa muito grande na camisa desse craque que carrega o time nas costas.

Quem se deu bem foi o Uruguai, que venceu o Paraguai fora de casa nesta terça-feira, por 2 a 1, e assumiu a segunda colocação do torneio.

Já o Brasil de Tite assiste tudo de camarote, com a mão no queixo e o cotovelo na janela. Apesar de perder os 100% sob o comando do treinador nas Eliminatórias, ao menos arrancou um empate fora de casa contra o excelente time colombiano. E já está com o primeiro lugar mais do que garantido na disputa. Agora, é o momento de se preparar para o Mundial e ver de longe os adversários sofrerem na reta final.

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Ainda falando de Copa do Mundo, nesta terça a Coreia do Sul foi a sétima seleção a carimbar o passaporte para o Mundial. Em seguida, a Arábia Saudita garantiu a oitava vaga. Agora, a anfitriã Rússia, o Brasil, Irã, Japão, México e Bélgica já estão garantidos.