E segue a emoção na reta final do Brasileirão

O Corinthians ‘perdeu’ o título brasileiro deste ano com a derrota de domingo para a Ponte Preta, em Campinas. Mas, com o empate do Palmeiras em casa contra o Cruzeiro, nesta segunda-feira, os corintianos novamente foram ‘campeões’.

Ao menos, esse é o pensamento de muitos torcedores. Afinal, o Palmeiras poderia reduzir a diferença para três pontos em relação ao rival e acabou ficando cinco atrás.

O resultado foi uma ducha de água fria para o Verdão. E também para o Cruzeiro, que se vencesse ficaria 9 pontos atrás do líder e com chances de título. Agora, ficou bem mais complicado.

O fato é que o clássico do próximo domingo vai ser de vida ou morte para o Palmeiras. Para o Timão, que vive uma crise técnica, um empate contra o rival praticamente tira o Palmeiras da briga. E, se vencer, pode colocar o troféu embaixo do braço e comemorar o hepta.

E, se o Verdão eventualmente vencer o clássico domingo, irá diminuir a diferença para dois pontos e deixar tudo em aberto.

Nesta segunda, o Palmeiras deu azar com aquele gol contra de Juninho logo aos 5min de jogo. E correu riscos de perder para os mineiros em casa. Um time que quer ser campeão, precisava ter ganho de qualquer jeito. As chances ainda existem, mas ficam bem mais difíceis e dependerá de uma grande atuação no clássico.

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E, quem acompanha tudo de camarote é o Santos. A derrota para o São Paulo no sábado também foi uma ducha de água frio. Seguiu 6 pontos atrás do Corinthians e ainda demitiu o técnico Levir Culpi.

Agora, com o interino Elano até o fim do ano, torce para que corintianos e palmeirenses fiquem no empate domingo. Um dia antes, recebe o Atlético Mineiro de Oswaldo Oliveira, na Vila Belmiro. Se vencer e o clássico não tiver vitória do Timão, o Peixe entra de novo na briga. E olha que a tabela santista na reta final é mais generosa, ao menos na teoria.

Resta saber se o time de Elano também terá fôlego para chegar.

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E, para quem é contra pontos corridos por alegar falta de emoção, é bom começar a rever os conceitos. A rodada do final de semana foi boa e o jogo entre Palmeiras e Cruzeiro foi muito, mas muito mais emocionante do que, por exemplo, os dois jogos da final da Copa do Brasil entre Flamengo e Cruzeiro.

O jogador Keno, do Palmeiras, disputa bola com Murilo, do Cruzeiro EC, durante partida desta segunda-feira. Foto: Agência Palmeiras

É tetra!!! E corre pra galera, Hamilton!

É tetra! Quatro vezes campeão do mundo. Esse é Lewis Hamilton, que neste domingo se torna o maior piloto britânico de todos os tempos na Fórmula 1. Uma conquista mais do que merecida, conquistada no autódromo Hermanos Rodriguez, no México.

O inglês, que estreou na categoria em 2007, venceu o seu primeiro título em 2008, na McLaren (depois de ter sido vice logo no ano de estreia). Depois, teve que superar até alguns atritos familiares com o pai e colocar também a cabeça no lugar dentro da pista, pois estava se atrapalhando com isso.

Voltou a ser campeão em 2014, repetindo a dose em 2015, já na Mercedes. Agora, é tetra em 2017. Definitivamente, um dos grandes nomes de todos os tempos da categoria.

E nem precisou completar o campeonato para ser tetra – ainda restam mais duas etapas até o final da temporada – Brasil e Abu Dhabi.

Aliás, não precisou nem do quinto lugar na prova do México. Com o alemão Sebastian Vettel em quarto, Hamilton ficou em nono – ambos se estranharam na largada e foram parar no final do grid. A vitória na corrida ficou com o jovem Max Verstappen, da Red Bull, a segunda dele no ano.

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Além dos números, o que mais chamou a atenção foi a total quebra de protocolo de Lewis Hamilton. Além de levar a bandeira britânica dentro do carro, relembrando os grandes tempo de Ayrton Senna, o maior de todos tempos, após a corrida, ele ainda foi além.

Foi lá para a galera, fez quase uma ‘volta olímpica’ dentro do autódromo – que com as arquibancadas fechando por trás da pista parece mais um estádio de futebol – e pegou até a taça de champanhe que seria servida posteriormente. Ele não se conteve. E ainda recebeu uma mensagem via rádio do amigão Neymar, o craque brasileiro do PSG.

Pode comemorar, Hamilton! Você é campeão com todos os méritos!

Hamilton comemora o título neste domingo. Foto: Getty Images

Fifa reconhece o que é justo

Na manhã desta sexta-feira a Fifa reconheceu oficialmente como campeões mundiais os vencedores dos títulos conquistados entre 1960 e 2004. Para muitos, é justo. Para outros, é polêmica. Particularmente, entendo que é mais do que justo e que não deveria nem sequer haver essa discussão.

Maracanã lotado para ver Santos e Benfica na final do Mundial.

Independente do que a Fifa reconhece ou não, o fato é que Santos e São Paulo, por exemplo, já eram campeões mundiais. Sempre foram. O time de Pelé e companhia foi bicampeão mundial em 1962 e 1963, estava até no uniforme. O timaço do São Paulo de Telê Santana de 1992 e 1993 também foi campeão mundial. Sempre foi. Quando esses times ganharam, foram tratados como campeões mundiais sem contestação. E foram. Está lá nas manchetes dos jornais. E, no caso do Santos, durante muito tempo estampado nos uniformes. Ou nós, da imprensa, estivemos enganados esses anos todos?

Muitos vão alegar “ah, mas não tinha time da África e da Ásia”. Ora, na Copa do Mundo de 1930 também só haviam times da Europa e América do Sul. E, nem por isso, deixou de ser Copa do Mundo.

São Paulo é sim legítimo tricampeão do mundo em 92, 93 e 2005 – agora ‘oficializado’ pela Fifa. Assim como o Peixe. Flamengo em 1981 e Grêmio em 1983 também foram ‘beneficiados’ pela Fifa nesta decisão.

O timaço do São Paulo de 1992 derrotou o também timaço do Barcelona na final

Esses clubes não têm culpa se, até 2004 (com exceção do Mundial de 2000) não havia times africanos e asiáticos nas competições. Mas venceram edições dificílimas da Libertadores e encararam grandes adversários na final do Mundial. O São Paulo, por exemplo, venceu o timaço do Milan em 1993, como todo o mérito. O Santos lotou o Maracanã, sozinho, em 1962 e 1963 para derrotar os timaços de Benfica e Milan. Ou vão dizer que o time de Pelé, Coutinho, Mengálvio, Dorval, Pepe e cia. não era o melhor do mundo?

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Agora, estão querendo fazer Mundial de Clubes a cada quatro anos, o que considero muito ruim. Qual vai ser o critério para a participação? O bacana, o legal é ter todo ano, como sempre foi, desde 1960. Clube não é seleção. Vai ter ‘eliminatórias’ de clubes também para o Mundial? Vamos aguardar…

 

 

 

Na terra dos cowboys, Hamilton laça mais uma vitória

O inglês Lewis Hamilton precisa apenas de um quinto lugar no GP do México, na semana que vem, para ser tetracampeão mundial de Fórmula 1. Isso porque o britânico venceu o GP de Austin, no Texas, neste domingo, e abriu ainda mais vantagem sobre o alemão Sebastian Vettel, que ficou em segundo, embora tenha assumido a ponta da corrida na largada.

Ainda faltam mais três corridas para o final do Mundial

A equipe Mercedes, porém, já assegurou o título do Mundial de Construtores. Com os resultados deste final de semana, a Ferrari já não pode mais alcançar os flechas de prata, que dominam a categoria desde 2014.

O brasileiro Felipe Massa, nono colocado, chegou aos 36 pontos na temporada e assumiu o décimo lugar na classificação geral.

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O GP do Texas foi cheio de badalações. Para começar, teve uma entrada de gala e inédita de todos os pilotos na pista, típico do conceito de espetáculo que os norte-americanos dão ao esporte.

Também teve a presença de famosos, como o multi-campeão olímpico Usain Bolt, jamaicano, ídolo mundial do atletismo, o astro do cinema Michael Douglas e até mesmo o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.

 

Domínio paulista

Ainda entendo que o título do Campeonato Brasileiro de 2017 está nas mãos do Corinthians. Os rivais reagiram muito tarde. Mas, uma coisa é interessante após os jogos desde domingo: três times de São Paulo estão nas três primeiras posições.

Além do líder Corinthians, que tem um jogo a menos e seis pontos de vantagem, Palmeiras e Santos dividem o segundo lugar com 53 pontos, já que venceram seus compromissos neste domingo, contra Grêmio e Atlético-GO, respectivamente.

Até o São Paulo, que ainda corre risco de rebaixamento, conseguiu uma vitória importante, ao fazer 2 a 0 no Flamengo, no Pacaembu. Só a Ponte Preta, que perdeu em casa para o Avaí, está na zona de degola e cada vez em situação mais complicada.

O jogador Dudu, do Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do Grêmio FBPA, durante partida válida pela trigésima rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, na Arena do Grêmio. Foto: Agência Palmeiras/Divulgação

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E no clássico mineiro, Robinho mostrou mais uma vez que tem estrela nesses tipos de jogos. Inspirado, fez dois dos três gols da vitória, de virada, do Atlético-MG por 3 a 1, sobre o Cruzeiro, repetindo o placar do primeiro turno, que também foi de virada. Nos tempos de Santos, o atacante deitava e rolava nos rivais.

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E no clássico baiano, o deu Bahia. Fez 2 a 1 no Vitória e está mais aliviado na luta contra a degola, deixando o arquirrival entre os quatro últimos colocados. Mas o lado triste do jogo foi a acusação de Renê Junior, do Bahia, que teria sido chamado de ‘macaco’, por Tréllez, do Vitória. A vítima não quis prestar queixa, mas chorou muito após o jogo. De qualquer maneira, um fato lamentável e repugnante, sem espaço dentro do futebol.

Gangorra do Brasileirão

Mesmo com 40% de aproveitamento no segundo turno (contra 82% no primeiro), o Corinthians continua tranquilão na liderança do Campeonato Brasileiro, com 9 pontos de vantagem para Santos e Grêmio, que dividem a segunda colocação.

O Timão tem feito jogos cheios de altos e baixos, mas os adversários mais próximos também parecem fazer um ‘rodízio’ de tropeços. Cada hora é um. Na quinta passada, foi o Palmeiras empatando em casa com o Bahia. Na segunda-feira, foi a vez do Santos também empatar em casa com o Vitória. Os corintianos, agradecem.

Nesta quarta-feira, o Corinthians recebe o Grêmio, em Itaquera, um ótimo teste para os comandados de Fábio Carille. Se vencer, praticamente coloca a mão na taça. Mas, se perder ou até mesmo empatar, o campeonato volta a ficar em aberto, principalmente se Santos e Palmeiras vencerem.

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Quem não pode bobear na quarta-feira é o São Paulo. No último sábado, ganhou do Atlético-PR, saiu da zona de rebaixamento, mas não pode bobear. Nesta rodada, visita o Fluminense, outro desesperado em um confronto direto entre tricolores na briga para não cair. O time de Dorival Júnior não pode baixar a guarda. Tem que jogar com seriedade, segurar a pressão do adversário e tirar proveito para explorar os contra-ataques.

 

Quem tem o Messias, digo, Messi, no time…

Foi um drama. Um sofrimento. Ao melhor estilo dos tangos argentinos. Mas a Argentina está na Copa do Mundo de 2018. Graças a quem? Graças a Deus! Digo, graças a Messi. Ao menos é com essa devoção que os ‘hermanos’ estão tratando o craque e camisa 10 do Barcelona, que na terça-feira simplesmente fez os três gols da vitória sobre o Equador, fora de casa, e que evitou uma tragédia futebolística para os atuais vice-campeões mundiais.

Não seria mesmo justo para o esporte ver uma Copa sem Messi. E sem a Argentina. Mas, se quiser algo no Mundial, eles terão que melhorar muito, pois o time é limitadíssimo. Só Messi realmente se salva.

O competente técnico Jorge Sampaoli teve pouco tempo, apenas quatro jogos, para tentar acertar a casa nas Eliminatórias. Quase que não conseguiu. Mas é o nome ideal neste momento para comandar a Argentina nesta Copa.

E vai ter parrillada sim na Copa da Rússia!

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Por outro lado, quem bobeou foi a seleção do Chile. Atual bicampeão da Copa América, vice-campeão da Copa das Confederações e com boas atuações na Copa do Mundo de 2014, vai ficar de fora da festa em 2018. Muito triste para o povo chileno e, para este colunista, que nunca escondeu a simpatia pelo país andino.

De qualquer maneira, eles também marcaram muita bobeira nas Eliminatórias. Houve, talvez, excesso de estrelismo por parte de muitos jogadores durante a campanha. Uma pena muito grande mesmo não vê-los cantando aquele hino sensacional antes das partidas na próxima Copa.

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Outra tristeza nestas Eliminatórias, mas na Concacaf, é ver os Estados Unidos fora do Mundial. Algo que não acontecia desde a Copa de 1986, no México. E logo agora que o futebol está crescendo e se profissionalizando na terra do Tio Sam, essa eliminação com derrota amarga para Trinidad e Tobago é um baque gigantesco. Já é difícil conseguir convencer os norte-americanos a gostarem de futebol. E, quando se está conseguindo, o a seleção dá essa bobeada. Melhor para o Panamá, que fez uma merecida festa com a classificação para a Copa.

Photo by Matthias Hangst/Getty Images for Sony

 

Os vikings perto da Copa!!!

Desde pequeno, sempre admirei países como a Islândia. Um lugar bucólico, bonito, tranquilo e, principalmente, bem frio, do jeito que eu gosto! E a simpática ilha do norte da Europa está muito perto de ir, pela primeira vez, a uma Copa do Mundo.

Depois de fazer bonito na Eurocopa do ano passado, onde caiu apenas nas quartas de final, agora deu um passo importantíssimo para ir à Rússia. Nesta sexta-feira, sapecou 3 a 0 na Turquia, fora de casa, e assumiu a liderança do grupo I, com 19 pontos. Croácia e Ucrânia dividem a segunda colocação e se enfrentam na última rodada. O primeiro da chave vai direto ao Mundial. O segundo, vai para a repescagem – na pior das hipóteses, a terra dos guerreiros vikings vai para essa repescagem.

Mas, cá entre nós, a chance de ir para a Copa é gigante. Na última rodada, segunda-feira, às 15h45 (de Brasília), a Islândia joga em casa contra o Kosovo! Os kosovares, que são novatos no futebol, estão em último lugar da chave, com apenas um ponto somado até agora. Então, não dá para marcar bobeira. Mas, vale ressaltar que o único pontinho de Kosovo até agora foi conquistado fora de casa e contra a Finlândia, país quase vizinho da Islândia.

De qualquer maneira, estamos na torcida! Queria ver a Islândia aqui no Brasil em 2014. Mas, não deu. Agora, vamos torcer para irem à Rússia. Vamos, guerreiros vikings!

Brasileirão ainda pode apresentar surpresas

O Corinthians ainda lidera, com folga, o Brasileirão, oito pontos à frente, agora, do Santos, o atual perseguidor. A vantagem do Timão, que já chegou a ser de 12 pontos neste campeonato sobre o segundo colocado, já não é mais a mesma. E a equipe de Fábio Carille já deu mostras de cansaço e de queda na competição.

Porém, ainda acredito que o alvinegro ficará com o caneco. Isso porque faltam, relativamente, poucos jogos – mais 12 rodadas, 36 pontos em disputa. E o Santos, do técnico Levir Culpi, não parecer ter fôlego para conseguir alcançar o Timão nesta reta final. Assim como os corintianos, os santistas também devem perder pontos.

O Grêmio, com 9 pontos a menos, e o Palmeiras, com 12, também parecem não ter o mesmo fôlego para alcançar o Corinthians.

Mas a grande emoção nesta reta final parece ser na luta contra o rebaixamento. Do oitavo colocado, o Atlético-PR, ao Avaí, primeiro time dentro da zona de degola, a distância é de apenas quatro pontos (34 a 30). Na prática, são 13 times lutando contra a degola. Com muitos altos e baixos.

Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Neste domingo, por exemplo, o contestadíssimo Oswaldo Oliveira estreou como técnico do Atlético-MG e venceu por 2 a 0, com dois gols de Robinho, dando um respiro na briga contra o rebaixamento. Mas ainda nada de conforto.

Na próxima rodada, o Galo vai receber o São Paulo. O Tricolor, que neste domingo venceu o Sport por 1 a 0, graças à grande atuação do goleiro Sidão, deixou o Z-4, mas tem apenas um pontos a mais do que o Avaí. E, apesar deste princípio de reação, está bem longe de apresentar um futebol bonito, vistoso e confiável na luta contra a degola.

E, quem diria, até o lanterninha Atlético-GO, do lendário atacante Walter, começa a se animar. Lanterna, com 25 pontos, tem cinco a menos do que o Sport, primeiro time fora da zona de rebaixamento. Tem conseguido boas vitórias fora de casa neste segundo turno e pode até surpreender nessa gangorra da luta contra a degola.