Será que vai pintar campeã do mundo nas Meninas da Águia?

O São José reformulou sua equipe de futebol feminino para 2019, inclusive com a contratação de duas atletas estrangeiras, a zagueira Lígia Moreira, da Seleção Equatoriana e a atacante Yerlin Rojas, da Costa Rica, que atuava pelo Real Cartagena, da Colômbia.

E, além disso, quem também pode chegar é a lateral-direita Poliana. Ainda não está nada certo e, segundo o clube, houve apenas uma conversa inicial. O blog também apurou que faltam alguns detalhes para que essa possa assinar. Por enquanto, é só especulação e uma possibilidade.

Se der certo, vai ser um grande reforço para o time do técnico Cléber Arildo. Poliana foi campeã mundial com a Águia em 2014 e esteve no time que ganhou as três Libertadores da história, em 2011, 2013 e 2015. Aliás, Poliana marcou o gol do título da primeira conquista, com 12 mil pessoas no estádio Martins Pereira naquela oportunidade.

Se ela vier, vai ser um grande negócio. Atualmente, ela estava atuando no time de Orlando, nos Estados Unidos.

Em 2019, o São José disputa o Campeonato Paulista e o Campeonato Brasileiro, além de representar a cidade nos Jogos Regionais e Jogos Abertos do Interior.

Poliana comemora o gol na final contra o Colo Colo, em 2011. Foto: Arquivo/OVALE

E o ano de 2019 vai ser bom para o futebol feminino da região. Afinal o Taubaté pela primeira vez vai disputar o Campeonato Brasileiro da Série B e já está montando o time para a disputa da temporada. Deverá ser a equipe mais consistente já montada até agora pelo técnico Arismar Júnior, que desenvolve um trabalho com as Meninas do Burrão desde 2011, quando começou a disputar o Campeonato Paulista.

Burrão no caminho certo

A Série A-2 do Campeonato Paulista nunca é fácil. Os times são normalmente muito nivelados e, nos últimos anos, a presença de muitos clubes tradicionais do interior do Estado tornam a missão ainda mais difícil. Além disso, entre os 16 participantes, apenas dois deles conseguem o acesso à elite do Estadual. Mas, apesar de toda a dificuldade, o Taubaté parece estar fazendo bem a lição de casa.

O time manteve a mesma comissão técnica, com Marcelo Martelotte no comando, desde a reta final da Série A-2 do ano passado. Montou uma base para a Copa Paulista, no segundo semestre, onde o Burrão fez boa campanha, chegando às quartas de final e, diferentemente de outros anos, conseguiu aproveitar um bom número de jogadores. Outros nove reforços foram contratados este ano e a pré-temporada já começou em novembro. Nomes como o zagueiro Ferron, o volante Moradei e o atacante Juninho, ex-Atlético Mineiro, são experientes e podem ser um diferencial neste campeonato tão equilibrado.

A diretoria, que tem como presidente o ex-jogador e eterno ídolo Gilsinho como presidente, conta com uma personalidade com histórico de lisura, o que é um diferencial no mundo do futebol, onde nem sempre as coisas são feitas da forma certa.

O programa sócio-torcedor, que permite comprar o pacote para todos os jogos em casa, já está consolidado no clube e é uma importante sacada da diretoria até para garantir um certo fôlego financeiro. O dinheiro de bilheteria é, sim, importante. Ainda mais para os clubes do interior.

Claro que, como diria o técnico Toninho Moura – que já comandou Taubaté e São José – “o futebol não é uma ciência exata” e, mesmo com tudo sendo feito de forma correta, nem sempre o resultado acontece dentro de campo.

Ao menos, o clube tem feito, dentro de suas possibilidades, o que é viável. E o torcedor deve esperar uma equipe competitiva, que vai dar trabalho aos rivais. Oito dos 16 participantes vão às quartas de final e, neste momento, apoio das arquibancadas pode fazer a diferença.

O Taubaté é, atualmente, o único clube do Vale do Paraíba na Série A-2, e o que está em melhor situação entre as equipes da região em termos de divisão. Pode ser um ano de alegrias para o torcedor taubateano.

Vai começar o Paulistão 2019. Que venha o futebol!

O troféu que será entregue ao campeão paulista.

O Campeonato Paulista está aí! Neste final de semana, a temporada 2019 tem a sua primeira rodada, onde os quatro ‘grandes’ do Estado, São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos, mais uma vez, despontam como os postulantes ao título. Não vejo os times do interior em condições de brigar, embora Guarani e Ponte Preta sempre podem surpreender.

Ao menos para este início de temporada, algumas considerações precisam ser feitas sobre as chances de título. E, neste momento, entendo que o Corinthians, o atual bicampeão, leva vantagem na busca pelo tri.

O Timão tem a volta do técnico Fábio Carille e, até agora, vem reforçando o elenco com inteligência. O atacante argentino Mário Boselli tem faro de gols. Ramiro teve ótima passagem no Grêmio e o experiente Manoel, recém-chegado do Cruzeiro, é um zagueiro ‘cascudo’, que vai dar solidez ao setor defensivo da equipe. Além disso, os rivais mais fortes estão envolvidos com a Libertadores no primeiro semestre, ao contrário do alvinegro.

O Palmeiras, equipe que mais investiu entre os grandes do Estado, manteve suas principais peças e ainda teve um grande reforço: o meia-atacante joseense Ricardo Goulart, que poderá se encaixar muito bem no time de Felipão. Porém, com o time envolvido com a Libertadores, deverá deixar o Paulistão em segundo plano, ainda mais pelos problemas entre o clube a Federação Paulista de Futebol no ano passado. Mesmo assim, não pode ser descartado.

O São Paulo também investiu, trouxe reforços importantes como o atacante Pablo, ex-Atlético-PR, o eterno ídolo Hernanes e a diretoria está animada com o time. Mas, pelo que se viu na Copa Flórida, embora não sirva de parâmetro, muita coisa ainda precisa ser melhorada. Pesa o fato do Tricolor não ser campeão estadual desde 2005. E também o fato de ter um técnico desconhecido, sem bagagem. André Jardine ainda é uma aposta no escuro para o São Paulo. Além disso, o time tem a prioridade com a Libertadores no primeiro semestre, que poderá fazer com que um elenco alternativo seja utilizado em muitos jogos do Estadual.

Já o Santos corre por fora. Aliás, muito por fora. O Peixe contratou o gabaritado técnico argentino Jorge Sampaoli, que fez grande trabalho na Universidad do Chile e na Seleção Chilena, mas que na Seleção Argentina fracassou no ano passado. E o Peixe simplesmente não se reforçou. Não anunciou nenhum jogador realmente renomado e ainda perdeu outras peças importantes. Se a diretoria não se mexer, não só o Paulistão ficará distante, mas toda a temporada corre o risco de ser perdida.

Vale ainda ressaltar, mais uma vez, a utilização de um regulamento esdrúxulo, desde 2014, onde os clubes são divididos em grupos, mas se enfrentam apenas fora deles. Ou seja, se der ‘sorte’ de ficar em uma chave onde os adversários façam campanha ruim, o clube poderá se classificar com menos pontos do que outro que, mesmo com campanha superior, fique de fora da segunda fase.

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Os outros Estaduais também começam neste final de semana. O maior disparate com certeza é no Rio de Janeiro, onde o Flamengo de Arrascaeta, Gabigol e do técnico Abel Braga teve um investimento amplamente superior a Botafogo (atual campeão), Vasco e Fluminense. No Carioca deste ano, mesmo com o time envolvido na disputa da Libertadores, qualquer resultado que não seja o título do Rubro Negro pode ser considerado uma surpresa. A responsabilidade é grande.

Em Minas, Atlético e Cruzeiro estão também envolvidos com a Libertadores, além do Estadual. E, lá, embora o Galo tenha o vencedor técnico Levir Culpi, o Cruzeiro também está com um elenco muito mais forte, além de ter uma continuidade mais longeva do trabalho do técnico Mano Menezes. O Atlético tem dificuldades financeiras, teve um 2018 difícil e, em 2019, só trouxe o experiente zagueiro Réver como reforço de peso.

No Sul, o Internacional, maior campeão estadual, quer retomar a hegemonia. Manteve a base que foi terceira colocada no Brasileirão 2018 e vai querer brigar pelo título. O Grêmio, que também manteve uma base dos últimos anos vencedores, ainda está com um elenco superior, mas na terra dos Pampas o equilíbrio parecer ser maior entre os rivais do que em outros estados.

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E o campeonato que começou antes dos outros é o Catarinense. Embora nem tão badalado, ao menos tem sempre duelos equilibrados, com vários times postulando o título, como Figueirense, Criciúma, Avaí, Chapecoense, Joinville e até o Brusque, que já foi campeão recentemente. E na quarta-feira, na primeira rodada, já teve um bom aperitivo. No empate entre Tubarão 2×2 Hercílio Luz, destaque para o golaço de bicicleta de Zé Antônio para o Hercílio, no segundo tempo.

Obrigado, Mário Ottoboni

O futebol de São José dos Campos está em luto. Nesta manhã de segunda-feira, morreu simplesmente o melhor presidente da história do São José. Ele foi o responsável por colocar o antigo Esporte Clube São José na rota do profissionalismo. E, logo no primeiro ano, em 1964, foi campeão da Quarta Divisão paulista. No ano seguinte, foi campeão da Terceira Divisão. Dois títulos nos dois primeiros anos da história do antigo Formigão do Vale. Depois, idealizou a construção do estádio Martins Pereira, feito pensando no time de futebol da cidade, que na época jogava em um acanhado estádio na rua Antonio Saes. E o palco inaugurado em 1970 é, até hoje, um estádio relativamente moderno e bastante confortável para assistir aos jogos de futebol. Isso tudo se deve à iniciativa do senhor Ottoboni, que foi presidente do clube entre 1964 e 1971. Seguramente, ninguém fez tanto pelo futebol da cidade quanto ele.

O clube mudou de nome, virou São José Esporte Clube e adotou a Águia como mascote. Mas o estádio Martins Pereira continuou sendo a casa da equipe. A memória de Mário Ottoboni nunca poderá ser esquecida. Em 87 anos de vida, deixou muitos legados para a cidade, não apenas no esporte.

Pessoalmente, só estive com ele uma vez, na reinauguração do estádio, em 2014, após passar por reforma. Antes, já havia o entrevistado várias vezes por telefone. E, mesmo sem me conhecer pessoalmente, sempre foi extremamente gentil e atencioso.

Fica aqui registrado, nesse momento, essa nossa singela homenagem a esse grande homem do futebol joseense. Obrigado, Mário Ottoboni

Mário Ottoboni na festa dos 48 anos de fundação do estádio Martins Pereira, em 2018. Foto: Divulgação