Vai começar o Brasileirão! Quem são os favoritos?

Foto: Cesar Grecco/Agência Palmeiras

O Campeonato Brasileiro de 2019 começa neste final de semana. Com o sistema de pontos corridos mais do que consolidado desde 2003, serão agora 38 rodadas até dezembro, para que seja definido o campeão. Alguns vão brigar pelo título, outro vão brigar por uma vaga na Libertadores, Sul-Americanas e outro vão brigar para se manterem na elite.

O Palmeiras é o atual campeão brasileiro. Mas, pelo futebol apresentado no primeiro semestre, entendo que o Verdão precisa melhorar bastante para brigar pelo seu 11º caneco. Hoje, coloco dois times como grandes favoritos ao título: Grêmio e Cruzeiro. O time gaúcho, sob comando do técnico Renato Gaúcho, tem uma base sólida, um trabalho contínuo desde 2016.Com um elenco mais recheado, poderá poupar menos atletas e vai brigar forte desde o começo.

É o mesmo caso do Cruzeiro, que está desde 2016 com Mano Menezes no comando. O time simplesmente não perde uma partida oficial há cinco meses. Tem 100% de aproveitamento e ainda foi campeão mineiro este ano – com polêmicas de arbitragem à parte. O elenco celeste está muito reforçado. Com meias como Rodriguinho e Thiago Neves e o atacante Fred em momento inspirado, se a Raposa embalar, ficará difícil de segurar.

O Flamengo, de Abel Braga, investiu muito. Mas até agora, embora tenha sido campeão carioca, ainda não teve atuações convincentes. Enfim, futebolisticamente, Grêmio e Cruzeiro estão acima. Palmeiras e Flamengo, com os maiores investimentos, também são fortes, mas precisam resolver suas arestas. No caso alviverde, ainda tem o problema político interno, com membros de torcida organizada criando crises e tumultos desnecessário.

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Entre os outros times paulistas, o Corinthians é de longe o melhor, mais ainda sim entendo que não tem um elenco tão qualificado para ser campeão. É um time regular e ‘cascudo’, mas não tem a mesma regularidade de Grêmio e Cruzeiro.

O São Paulo, agora sob comando de Cuca, deve fazer uma boa campanha. Mas não tem elenco para brigar pelo título. E o Santos, do excelente técnico Jorge Sampaoli, também tem muitas limitações técnicas. Ou é 8 ou é 80. Ou o Peixe joga muito e ganha bonito, ou dá vexame e perde até de goleada. Não tem a regularidade necessária para um campeonato de pontos corridos.

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Entre os demais times grandes do país, não vejo condições de brigarem pelo título. O Internacional, que está tentando manter um trabalho a longo prazo, com o técnico Odair Hellmmans, tem um bom time, pode fazer boa campanha, mas não o suficiente para aguentar brigar pelo título.

O Atlético Mineiro, que ainda não tem nem técnico definido e fez campanha pífia na Libertadores, precisa melhorar muito para brigar na parte de cima. E, se não abrir o olho, pode brigar lá embaixo. O mesmo vale para os outros três times do Rio de Janeiro, Vasco, Botafogo e Fluminense – talvez o Flu um pouco acima dos outros dois. É importante ressaltar que quatro equipes serão rebaixadas – 20% dos participantes. A linha de corte é grande.

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Entre os demais participantes, vai ser legal ver o técnico Rogério Ceni comandando o Fortaleza na Série A do Brasileirão. E também será interessante o retorno do CSA, que desde 1986 não representava Alagoas na elite.

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E, para finalizar, teremos o VAR (árbitro de vídeo) pela primeira vez no Campeonato Brasileiro. No primeiro semestre, já foi usado nos Estaduais. O aproveitamento foi bom, mas em alguns casos, deixou a desejar. Alguns casos de pênaltis claros sequer foram revisados pelo VAR, que está lá para isso.

Um respiro para a Águia

FOTO: Rodolfo Moreira/Jornal Joseense

Longe de apresentar um futebol convincente, o São José conquistou neste sábado a sua primeira vitória no Campeonato Paulista da Quarta Divisão. Fez 1 a 0 no Atlético Joseense e já assumiu o segundo lugar do grupo 5.

Em um campeonato nivelado por baixo, a Águia do Vale pode e precisa melhorar bastante para ir longe na competição. A estreia do atacante Luan já deu um novo patamar ao time, embora ele não tivesse feito gols. Ao menos se movimentou bem e ajudou no setor ofensivo.

Continuo entendendo que o time precisa de reforços para a sequência do campeonato, mas esse resultado positivo já dá um alívio e mais tranquilidade para o técnico Francisco Oliveira trabalhar durante a semana. No sábado, a Águia volta a jogar no Martins Pereira, desta vez como mandante contra o União Mogi.

Quanto ao Atlético Joseense, o time comandado pelo técnico Rafael Attili mostrou alguma qualidade e teve chances de vencer o jogo deste domingo. Ainda assim, é difícil imaginar que o Tigre do Vale vá conseguir ir muito longe no torneio estadual. Mas, com um campeonato nivelado, tudo é possível.

Dias difíceis para a Águia do Vale

Em dois jogos disputados até agora no Campeonato Paulista da Quarta Divisão, o São José somou dois empates. Ainda não venceu nenhum. E, pior: não conseguiu convencer. Na estreia, se livrou da derrota em casa para o Paulista de Jundiaí, que foi superior durante a maior parte do tempo. E, neste sábado, dia 13, ficou no empate por 1 a 1 contra o Atlético Mogi, em Mogi das Cruzes.

Mesmo fora de casa, a Águia tinha quase toda a torcida no estádio, já que o Atlético é um time de empresários, sem muito vínculo com o torcedor de Mogi das Cruzes. E que ainda por cima havia sido goleado por 5 a 0 para o Amparo na estreia. O São José não ganhou um ponto em Mogi das Cruzes. Na verdade, perdeu dois. E esperamos que esses pontos perdidos não façam falta lá na frente.

Em campo, o que se viu foi um festival de erros de passes e um futebol muito fraco tecnicamente dos dois lados. O São José não teve forças para se impor diante de um time que, nos últimos anos, vem sendo ‘saco de pancadas’ na competição. Neste sábado, o único atleta que mostrou algo de mais qualidade diferenciada no time da região foi o lateral esquerdo Luciano Pit, remanescente do ano passado e autor do único gol joseense até agora no campeonato.

É claro que ainda tem muito campeonato pela frente e é claro que novos jogadores ainda vão estrear pela Águia. Mas, pelo que se viu neste sábado, o torcedor do São José tem que se preocupar muito. Em 2017 e 2018, o time não subiu. Mas apresentou, desde a estreia, um futebol muito, mas muito melhor do que o apresentado até agora em 2019.

É preciso ser curto e grosso: ou a diretoria da Águia contrata novos reforços de qualidade de forma urgente, ou o time corre risco de nem se classificar para a segunda fase, com este futebol apresentado, especialmente neste sábado.

Sabemos também que existe a questão financeira, as limitações orçamentárias, mas algo precisa ser feito logo para que o São José não permaneça mais um ano na última divisão do estado. E quanto mais tempo ficar neste campeonato quase amador, mais difícil vai ficar para conseguir se reerguer.

Parece que a ‘herança’ da gestão de Benevides Ferneda, o ‘Geleia’, que pegou o time na Série A-2 em 2013 e entregou na Quarta Divisão, em 2016, continua bem viva. E quem sofre, é o torcedor da Águia do Vale.