A saudade do esporte é grande. Mas é por uma causa maior

Domingo, 15 de março de 2020. Campeonato Gaúcho. Por volta das 21h, terminava no estádio de Passos da Areia, em Porto Alegre, o jogo São José-RS 1×4 Internacional. Este, caros leitores, foi o último jogo ao vivo e na íntegra que este editor de esportes assistiu – até acompanhei uma parte de Guarani 3×2 Ponte Preta no dia seguinte, pelo Paulistão, mas apenas na o segundo tempo.

Já são quase 50 dias, desde então, sem esporte. Isso sem contar a Fórmula 1, que nem chegou a começar (o GP da Austrália, no dia 15, foi cancelado em cima da hora, frustrando esse jornalista aficionado por automobilismo). Aliás, durante esta quarentena, já sonhei quatro vezes que estava assistindo a uma corrida ao vivo pela TV após a pandemia (neste final de semana, por exemplo, sonhei com a largada do glamoroso GP de Monaco, com os carros se ‘empinhocando’ na primeira curva).

Neste último final de semana, começaria o Campeonato Brasileiro. Por conta da pandemia do novo coronavírus, ainda não existe nenhuma previsão de volta. Irresponsavelmente, alguns clubes já estão voltando aos treinos. Digo irresponsavelmente, pois os números mostram que os números de casos da doença no país estão em plena ascensão – no domingo, ultrapassamos os 100 mil casos registrados. Entendo que qualquer volta de atividade agora seria precipitado, surreal e altamente arriscado.

Portanto, fique em casa. Dá saudades do esporte? Sim, ao extremo. Mas essa paralisação é por uma causa muito maior. Tenhamos um pouco mais de paciência.