Volta apressada, maratona de jogos e risco de lesões

Lance de Botafogo e Fluminense, pelo Campeonato Carioca

No pico da pandemia do novo coronavírus na Alemanha, o país registrou 6.294 casos da doença, no dia 28 de março. Era o auge da quarentena no país. No dia 16 de maio, o Campeonato Alemão foi retomado, após quase três meses sem jogos. Neste dia, foram 620 novos casos confirmados no país. Ou seja, o futebol na Alemanha voltou quando a pandemia no país estava controlada e com queda notória dos casos. Ainda assim, seguiu um rígido e exemplar protocolo de segurança, com jogos sem torcedores, confinamento dos atletas e testagem em massa dos jogadores e comissão técnica. A primeira grande liga europeia que voltou acabou se tornando uma referência.

No pico da pandemia do novo coronavírus na Alemanha, o país registrou 6.294 casos da doença, no dia 28 de março. Era o auge da quarentena no país. No dia 16 de maio, o Campeonato Alemão foi retomado, após quase três meses sem jogos. Neste dia, foram 620 novos casos confirmados no país. Ou seja, o futebol na Alemanha voltou quando a pandemia no local estava controlada e com queda notória dos casos. Ainda assim, seguiu um rígido e exemplar protocolo de segurança, com jogos sem torcedores, confinamento dos atletas e testagem em massa dos jogadores e comissão técnica. A primeira grande liga europeia que voltou acabou se tornando uma referência.

Ainda assim, houve grande aglomeração em outros lugares na Europa, como na Itália (com 5.000 napolitanos nas ruas festejando o título da Copa da Itália) e na Inglaterra (na comemoração do título do Liverpool, após 30 anos), embora também com jogos sem torcida.

Aqui no Brasil, onde o futebol parou em março. E, ao contrário da Europa, os jogos voltaram (no caso, no Campeonato Carioca), com as taxas de contágio em pleno crescimento. Enquanto o Flamengo vencia o Bangu por 3 a 0 no Maracanã, em 18 de junho, o Brasil registrava 22.765 novos casos (além de duas mortes no hospital de campanha ao lado do estádio) – foram mais de 30 mil casos no dia anterior e mais de 50 mil no dia seguinte.

Agora, enquanto o Brasil registra mais de 1.000 mortes por dia (embora os casos estejam se estabilizando, segundo os governantes), a bola vai voltar a rolar nas principais praças esportiva. Paulistão no dia 22 de julho, Gauchão no dia 23 e Mineiro no dia 26. Todos sem torcida e com a promessa de também um rígido controle sanitário nos estádios. Vamos ver. No rio, ao menos, não houve aglomeração – apesar de toda confusão nos bastidores por conta dos direitos de transmissão.

E, com o encerramento dos estaduais em agosto, já vai começar o Brasileirão, no dia 9. Depois, já começa a Copa do Brasil. E em setembro já volta a Libertadores. Em outubro já tem Eliminatórias para a Copa do Mundo. Ou seja, vai ser um jogo atrás do outro. Vale lembrar que os clubes não puderam sequer treinar durante cerca de três meses. E tiveram pouco tempo para uma nova pré-temporada.

Assim, não precisa ser especialista em preparação física para entender o risco que os jogadores vão correr em campo – ainda mais com a sequência de jogos. Se na temporada regular já ocorrem muitas lesões, imagine agora. E a temporada vai longe: vai acabar em fevereiro, depois do carnaval (se é que vai ter carnaval, por causa da pandemia).

E, enquanto mais de 1.000 pessoas morrem por dia no país, a bola vai voltar a rolar. Se vou acompanhar os jogos pela TV? É claro que sim, até por uma obrigação profissional. Mas ainda é um grande contrassenso esse retorno, enquanto a maior parte do país ainda cumpre quarentena.

Só nos resta torcer para que ao menos os protocolos sanitários sejam cumpridos pelos clubes quando a bola voltar a rolar. E, depois, a gente passa a analisar a parte esportiva do futebol.

No pico da pandemia do novo coronavírus na Alemanha, o país registrou 6.294 casos da doença, no dia 28 de março. Era o auge da quarentena no país. No dia 16 de maio, o Campeonato Alemão foi retomado, após quase três meses sem jogos. Neste dia, foram 620 novos casos confirmados no país. Ou seja, o futebol na Alemanha voltou quando a pandemia no país estava controlada e com queda notória dos casos. Ainda assim, seguiu um rígido e exemplar protocolo de segurança, com jogos sem torcedores, confinamento dos atletas e testagem em massa dos jogadores e comissão técnica. A primeira grande liga europeia que voltou acabou se tornando uma referência.

Ainda assim, houve grande aglomeração em outros lugares na Europa, como na Itália (com 5.000 napolitanos nas ruas festejando o título da Copa da Itália) e na Inglaterra (na comemoração do título do Liverpool, após 30 anos)

Aqui no Brasil, onde o futebol parou em março. E, ao contrário da Europa, os jogos voltaram (no caso, no Campeonato Carioca), com as taxas de contágio em pleno crescimento. Enquanto o Flamengo vencia o Bangu por 3 a 0 no Maracanã, em 18 de junho, o Brasil registrava 22.765 novos casos (além de duas mortes no hospital de campanha ao lado do estádio).

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