Timão mais encorpado e emocionalmente mais seguro para a final

Corinthians e Palmeiras iniciam nesta quarta-feira mais uma final de Campeonato Paulista. Certamente, mais um jogo tenso e muito disputado. Dizem que em clássico não há favoritos. Entendo que nem sempre é assim. E, ainda mais: nem sempre o fato de ter um elenco teoricamente mais qualificado é garantia de uma grande apresentação.

No papel, o Palmeiras tem um time mais entrosado e mais caro do que o do Corinthians. Mas, após a perda de Dudu, justamente a sua principal peça, o Verdão perdeu muito. E o Timão, mesmo com grande reformulação, parece ter ‘encaixado’ sob o comando de Tiago Nunes.

O Corinthians vem de quatro jogos sem tomar gol. Está sólido na defesa e eficiente no ataque. Contra o Bragantino, nas quartas de final, mostrou maturidade, personalidade e tranquilidade. E, além disso, vem de três títulos estaduais consecutivos. A equipe alvinegra está jogando em um padrão muito parecido com o que fazia nos tempos recentes de Fabio Carille ou até mesmo na primeira passagem de Mano Menezes, quando era muito difícil fazer um gol no Timão.

Vejo o Corinthians emocionalmente mais tranquilo e seguro para estas finais. É como se não tivesse tanto o peso e a responsabilidade de ser campeão, embora a cobrança também seja grande.

O jogador Marcos Rocha, da SE Palmeiras, recebe camisa em comemoração aos 100 jogos pelo clube, após treinamento, na Academia de Futebol. (Foto: Cesar Greco)

No Palmeiras, ao contrário, o ambiente em campo é mais tenso. O time, mesmo bem qualificado, ainda não fez atuações convincentes e ainda perdeu para o próprio Corinthians na primeira fase. E, como vem de outros fracassos recentes contra o Timão, a pressão sobe ainda mais.

E, outra: o Verdão passou o ano de 2019 todo em branco, sem títulos. E, com tanto investimento, a cobrança é gigantesca pelos resultados. Enquanto o Corinthians busca o quarto título seguido, o Palmeiras tenta quebrar um tabu de 12 anos sem levantar o caneco no Paulista.

Vejo, sim, o Corinthians como favorito a conquistar o título, embora em Itaquera o discurso seja de jogar a responsabilidade para o rival, se auto declarando como ‘quinta força’, estratégia parecida no ano passado. E que deu certo.

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