Pressa para retomar o futebol coloca saúde em risco

Os dez jogadores do Goiás testados positivos para coronavírus, que causou o adiamento (em cima da hora) do jogo contra o São Paulo, no domingo, já coloca em xeque logo de cara a segurança sanitária dos atletas e pessoas diretamente envolvidas com o futebol. E mostra também um total absurdo em só divulgar os resultados horas antes da partida. Os jogadores do São Paulo entraram em campo e só foram avisados do adiamento momentos antes da partida.

Com mais de 1.000 mortes por dia no Brasil, não era hora de retomar o futebol. Mas, já que retomou, a segurança deveria ser redobrada. Se dez jogadores testaram positivos em um único time, alguma coisa está errada.

Se é para voltar, que sigam com rigor os protocolos de segurança. Os jogadores precisam ficar em casa quando não estiverem treinando.

Duvido que, se aumentarem os casos, terão coragem de paralisar o Campeonato Brasileiro. Mas é preciso responsabilidade.

O caso do Goiás acendo o sinal de alerta — não só no futebol — mas na sociedade de uma forma geral. Esse caso é um exemplo do risco que corremos no dia a dia quanto à contaminação.

O hospital Albert Einstein, responsável pelos testes, deveria entregar dentro do horário e data combinados. Para não ocorrer esses problemas que ocorreram no domingo.

E a demora também para adiar a partida foi surreal. Se, logo cedo, no domingo, já se sabia dos contaminados, deveriam já ter cancelado o jogo. E não esperar o São Paulo entrar em campo, fazer a preparação e depois o jogo ser cancelado.

Na Europa, os protocolos deram certo. E os campeonatos seguiram de forma tranquila. Por aqui, nos estaduais também não deu muito problema, mas no Brasileirão, que tem jogos em vários estados, com deslocamentos maiores, os problemas maiores poderão surgir.

Que a CBF, responsável pela organização do Brasileirão, tenha bom senso e aumente o rigor dos protocolos de segurança sanitária.

Futebol é maravilhoso, mas a nossa vida é muito mais importante neste momento.

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