A vitória do time mais regular desta Copa

A França é bicampeã mundial! A vitória por 4 a 2 sobre a Croácia neste domingo, em Moscou, deu o segundo título da história dos franceses, repetindo o feito de exatos 20 anos atrás. E esta conquista foi absolutamente merecida.

Os croatas foram uma grata surpresa nesta Copa de 2018. Fizeram uma excelente campanha, têm grandes jogadores, mas o cansaço das três prorrogações anteriores pesou muito nesta final. E a França, que tem mais camisa (e isso pesa em uma final) e um time mais qualificado, soube muito bem aproveitar.

Em sete jogos, ganhou seis e empatou um. Um equilíbrio muito grande dentro de campo, onde poucas vezes foi realmente ameaçada pelos adversários. E nomes como Griezmann, Mbappé e Pogba – este último fazendo sua melhor atuação individual neste mundial – fizeram por merecer esta conquista.

O time francês vem forte já desde a Copa de 2014, no Brasil, quando caiu nas quartas de final para a Alemanha. Depois, em 2016, poderia ter ganho a Eurocopa em casa, quando foi surpreendido por Portugal na decisão. Agora, conseguiu o triunfo tão desejado.

E o técnico Didier Deschamps consegue um feito que só havia sido conquistado pelo brasileiro Zagallo e pelo alemão Beckenbauer: ser campeão como atleta e como treinador.

Desde o início da Copa, os franceses já poderiam ser apontados como um dos principais favoritos ao título. E, no meio do caminho, ainda teve a vida facilitada pela eliminação precoce de outros gigantes como Alemanha, Espanha e Brasil. Mesmo assim, teve um caminho duro pela frente.

Na primeira fase encarou seleções tradicionais como Dinamarca e Peru. Depois, no mata-mata, venceu todos os adversários no tempo normal, todos eles seleções de respeito: Argentina, Uruguai, Bélgica e, na final, a surpresa Croácia.

O futebol francês vive grande momento. E, ao contrário de 1998, quando tinha muitos atletas veteranos, que não conseguiram uma renovação satisfatória, desta vez a seleção é muito jovem, com talentos que podem continuar brilhando pelos Les Bleus em mais uma ou duas Copas do Mundo.

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Perder um título não é fácil. Por mais que a Croácia fosse uma ‘zebra’, eles não queriam perder. E a decepção dos jogadores era visível após a partida. Eles sabem que, provavelmente, nunca mais essa geração terá outra chance como essa. Um país de 4 milhões de habitantes conseguir chegar a uma final de Copa e desbancar vários times campeões, é muito raro.

Por outro lado, os jogadores estão de parabéns. Devem erguer a cabeça e seguirem em frente. A torcida reconheceu isso e aplaudiu os atletas. A campanha foi espetacular. E o prêmio de melhor jogador da Copa concedido a Luka Modric foi mais do que justo.

E, que venha a Copa de 2022, no Catar.

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