Corinthians ainda está tranquilo; Santos embalado, Palmeiras estável e São Paulo em dias de desespero

Acabou a quarta rodada do segundo turno do Campeonato Brasileiro. O Corinthians, líder absoluto até aqui, vive um período de instabilidade e dá mostras de que não tem um elenco tão forte assim. Porém, como abriu boa vantagem no início e não tem ninguém tão forte para encostar, segue com sete pontos de frente na liderança.

De qualquer maneira, as três derrotas em quatro jogos preocupa o torcedor do Timão, que precisa reagir imediatamente. Senão, o que ainda é tranquilidade pode se tornar um pesadelo.

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Quem parece embalado é o Santos, invicto há 13 rodadas na competição. Contra o Corinthians, no domingo, jogou bem e deu esperanças à torcida. Ainda assim, está nove pontos atrás do rival. E, como também está focado na Libertadores, é difícil acreditar que vai ter fôlego para manter o embalo até o final do Brasileirão e brigar pelo título. Mas, o fato é que Levir Culpi conseguiu dar um jeito no time. Se tivesse assumido desde o início do torneio, apostaria que hoje o Peixe estaria na cola da liderança.

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O Palmeiras, que empatou com o Atlético-MG fora de casa, parece mesmo condenado a brigar por vaga na Libertadores. O título está longe do Verdão. Os 13 pontos de distância para o Timão são difíceis de serem tirados. O time do técnico Cuca até aparenta ter aparado as arestas. Vai reagir no campeonato. Mas para brigar pelo título, precisaria de uma arrancada histórica, a maior até hoje na história dos pontos corridos.

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Agora, quem precisa se preocupar de verdade é o torcedor do São Paulo. O Tricolor está em penúltimo lugar e não dá mostras de que pode reagir. Empatar em casa com a Ponte Preta, depois de abrir 2 a 0, no segundo tempo, é inadmissível. A cada rodada, se diz que o time precisa reagir imediatamente. Mas, não reage. O time parece rachado, embora o técnico Dorival Júnior entenda que não. A picuinha entre Rodrigo Caio e Cueva parece escancarar um grande problema interno. Há tempos o Tricolor parece um time sem alma dentro de campo. Não que falte vontade, mas falta mesmo a alma, o algo a mais. No domingo, encara o Vitória, em Salvador, concorrente direto na luta contra o descenso. Mais uma vez, o tricampeão mundial vai precisar mostrar que é Soberano, para se impor e sair com o triunfo. Uma derrota em Salvado será ainda mais catastrófica. E o técnico Dorival, que já está pressionado, provavelmente não vai conseguir se manter no cargo.

 

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