Jô Eterno e a necessidade do árbitro de vídeo

No primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o atacante Jô, do Corinthians, teve um gol legítimo mal anulado contra o Coritiba, em jogo que ficou empatado em 0 a 0.O Timão poderia ter saído com a vitória por 1 a 0. Neste domingo, 17 de setembro, o mesmo Jô fez um gol com o braço, que garantiu a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco.

Aliás, o mesmo Jô (inesquecível e eterno ídolo da torcida do Atlético Mineiro campeão da Libertadores em 2013, mas aí já é uma outra história) teve um outro gol legítimo muito mal anulado no empate por 1 a 1 em casa contra o Flamengo no primeiro turno do Brasileirão. Neste mesmo dia, o atacante Rafael Moura ‘He Man’ do Atlético-MG teve um gol totalmente legal e também muito mal anulado pela arbitragem no outro jogo da rodada – ao menos o Galo ainda venceu aquele jogo contra o Coritiba por 2 a 0 e o erro não interferiu no resultado final.

Mas, não quero aqui levantar suspeita disso ou daquilo. Até porque, o Timão foi prejudicado em alguns jogos e favorecidos em outros. Nestes casos, acredito mesmo que tenha sido erro humano da arbitragem.

Mas, onde quero chegar? Neste domingo, assisti Borussia Dortmund 5×0 Colônia, pela Bundesliga (sim, sou fã do futebol alemão, mas isso também já é outra história). No primeiro final do tempo, o time da casa vencia por 1 a 0 fez um gol e o árbitro anulou, alegando falta no goleiro do Colônia. Pois bem. O árbitro de vídeo, o ‘VAR’ (Video Assistant Referee), reviu o lance e percebeu que não havia acontecido a infração. Assim, o gol foi validado alguns segundos depois. (minha esposa, assistindo ao jogo do meu lado, acho estranho a TV ficar mostrando o árbitro e, de repente, o narrador começar a gritar gol, mas isso também já é uma outra história).

Depois do intervalo, novo lance. O jogador do Colônia colocou a mão na bola dentro da área e o árbitro, inicialmente, não viu. Mais uma vez, com auxílio do VAR, voltou atrás, assinalou a infração e Dortmund fez o seu terceiro gol).

Também neste domingo, o Bayer Leverkusen goleou o Freiburg por 4 a 0. Seria 5 a 0, mas o árbitro de vídeo evitou que um gol irregular fosse validado.

Assim, entendo que seria pertinente a introdução deste sistema também no Campeonato Brasileiro da Série A e B inicialmente. Muitos vão falar “ah, mas na Bezinha não vai ter auxílio, aí não é justo”. Porém, se fosse no mesmo campeonato ter o VAR em um jogo e não ter no outro seria problemático. Mas, em campeonatos diferentes, não teria problema. Acho que deveria ser introduzido logo e, aos poucos, ir expandindo para as outras competições.

É um recurso interessante para que erros sejam minimizados e que resultados não sejam alterados por erro humano. O futebol é profissional, dinheiro é investido e não se pode ficar tendo prejuízo por conta de falhas humanas.

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