O adeus a um monstro do automobilismo

Antes de tudo, o austríaco foi um guerreiro. Lutou dentro e fora das pistas. Escapou de morte em 1976, quando era o atual campeão, seu carro pegou fogo e seu rosto ficou praticamente desfigurado. Pois ele não se deu por vencido, se recuperou em 45 dias, voltou a correr naquele mesmo ano e ainda foi vice-campeão mundial. No a no seguinte, conquistou o bicampeonato.

Esta segunda-feira foi triste para o mundo do automobilismo e os amantes da Fórmula 1. Morreu Niki Lauda, tricampeão mundial (75/77/84) e que nos últimos anos era diretor da equipe Mercedes.

O tri veio em 1984, um ano antes de sua despedida na categoria. O último ano de Lauda também foi primeiro de Ayrton Senna, o maior de todos os tempos, nas pistas. Ao menos em uma temporada, os dois ícones estiveram na mesma pista.

Não vi Niki Lauda correr. Comecei a acompanhar, para valer, a Fórmula 1 em 1987. Mas conhecia as histórias e sempre admirei a força de vontade deste gênio do automobilismo. Mesmo depois de aposentado, Lauda sempre se manteve próximo da categoria.

Em 2009, também esteve em São José dos Campos, onde adquiriu um EMB-190. A aviação também era uma paixão para esse austríaco, que sem dúvida é uma das lendas da Fórmula 1.

No ano passado, passou por um delicado transplante de pulmão. Desta vez, porém, não conseguiu vencer morte. Mas descansou. E deixou o seu legado.

Fique em paz, Niki Lauda.

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