França credenciada a conquistar mais um título mundial

A vitória por 1 a 0 sobre a Bélgica colocou a França em sua terceira final de Copa do Mundo na história. Agora, vai brigar firme pelo seu segundo título mundial – o primeiro foi em casa, em 1998. Independente de quem seja o adversário na final (Inglaterra ou Croácia) os Les Bleus podem ser considerados favoritos.

O time do técnico Didier Deschamps vem jogando o futebol mais eficiente desta Copa. Com exceção do jogo contra a Argentina, quando sofreu três gols na vitória por 4 a 3, em todas as outras a defesa esteve sempre muito bem postada. E o ataque funcionou quando precisou.

O jovem Mbappé, de apenas 19 anos, tem de tudo para ser um dos grandes craques do futebol mundial nos próximos anos. E pode se consagrar caso conquiste o título.

A França soube se impor diante de um forte time belga na terça-feira. Criou as melhores oportunidades e foi melhor em campo durante a maior parte do tempo.

Classificação emocionante da Croácia

Lance da partida entre Rússia e Croácia. Foto: Divulgação

A Croácia já vai ao menos repetir a sua melhor campanha na história das Copas. Com a vitória sobre a Rússia nos pênaltis, após empate por 2 a 2 (1 a 1 no tempo normal e 1 a 1 na prorrogação), os croatas repetem o feito de 1998, quando chegaram à semifinal. Naquele ano, perderam para a França, dona da casa. Desta vez, eliminaram os donos da casa.

O país que já fez parte da antiga Iugoslávia fez uma grande campanha na primeira fase, com direito a um 3 a 0 sobre a Argentina. Na fase de mata-mata, por duas vezes precisou dos pênaltis para se classificar. Porém, mostrou muita qualidade.

O time de Modric, Vida, Raktic, Mandzukic e companhia tem talento e recurso técnico. Vai dar trabalho para a Inglaterra na semifinal.

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A Rússia, dona casa, não tem que sair triste. Ao contrário. Pelo time que tinha e por toda a desconfiança inicial, acabou fazendo bonito e ainda foi longe na Copa. Entre outras coisas, eliminou a poderosa Espanha. Nada mau para quem temia dar vexame dentro de casa.

Agora, é manter o trabalho e se reforçar para a Copa do Mundo de 2022, no Catar.

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Com a vitória da Croácia, agora as semifinais estão completamente definidas. Na terça-feira, às 15h, França e Bélgica fazem o duelo de dois times tidos como forças neste mundial. E, no outro lado, a Inglaterra pega a Croácia, quarta-feira, no mesmo horário.

Uma coisa é certa: ou teremos um novo bicampeão mundial (Inglaterra ou França) ou teremos um campeão inédito (Bélgica ou Croácia). Agora, é esperar para ver.

 

É dia de festa na terra da Rainha

Lance do jogo entre Suécia e Inglaterra, neste sábado. Foto: Divulgação

A Inglaterra, após 28 anos, chega a uma semifinal de Copa do Mundo. Os ingleses tiveram mérito na vitória por 2 a 0 sobre a Suécia, neste sábado, e mostraram que têm potencial para chegar longe, ainda mais que as grandes potências como Brasil, Alemanha, Espanha, Uruguai ou Argentina ficaram pelo caminho.

Neste sábado, o tradicional jogo aéreo foi decisivo para o English Team. Um gol de cabeça em cada tempo definiu o placar. A Suécia teve duas grandes chances no segundo tempo e, em ambas, o jovem goleiro Pickford, do Everton, defendeu com maestria.

O time comandado pelo técnico Gareth Southgate tem um padrão de jogo definido. E até mesmo quando o artilheiro Harry Kane não foi bem, os demais conseguiram dar conta do recado.

Não é um super time, mas é um time competitivo. E que já vai para a semifinal como favorito contra o vencedor de Croácia e Rússia. A última vez que o time da terra da Rainha chegou à final da Copa foi em 1966, quando inclusive ficou com o título – único até agora.

Quanto à Suécia, a equipe escandinava fez uma excelente participação na Copa. Mas contra a Inglaterra não teve atenção nas jogadas aéreas e não aproveitou as chances que teve. Inclusive, não teve força para pressionar como deveria, em busca da reação.

De qualquer maneira, já faz a sua melhor campanha em Copas desde 1994, quando foi até às semifinais, quando perdeu para o Brasil por 1 a 0.

O trabalho tem que continuar!

A derrota do Brasil para a Bélgica foi doída. Em uma Copa do Mundo onde tantos gigantes caíram pelo caminha, existia a expectativa muito grande de que a Seleção Brasileira poderia chega ao hexacampeonato. Faltavam três partidas. Mas o time parou no forte time da Bélgica, que envolveu o time canarinho no primeiro tempo e, após o segundo gol, lembrou até um pouco alguns momentos do fatídico 7 a 1 sofrido para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014.

O time não tinha um futebol brilhante, mas era seguro e consistente. Poderia ter ido longe. Mas o primeiro tempo desastroso colocou tudo a perder. Uma pena. Ao menos lutou muito no segundo tempo e, por pouco, não consegue o empate no final.

Agora, com os ânimos mais tranquilos, é importante agir com serenidade. Uma dessas ações é manter o técnico Tite no comando do time. Vale lembrar que ele assumiu no meio do ciclo da Copa do Mundo, já em 2016, quando o time estava muito mal nas Eliminatórias, com Dunga, e corria sério risco de ficar de fora do Mundial.

Tite chegou, arrumou a casa e, rapidamente, o Brasil deslanchou e garantiu, com sobras, a vaga na Copa do Mundo. Em dois anos, foram apenas duas derrotas do time sob comando do treinador gaúcho.

Entendo – e parece que a CBF entende também – que o trabalho precisa ter uma continuidade. Até porque hoje não há ninguém à altura de Tite para assumir a equipe. Se alguns jogadores, como o astro Neymar decepcionou, outros ainda podem evoluir muito. Casos de Gabriel Jesus, Philippe Coutinho e Roberto Firmino, por exemplo. Isso sem contar os outros nomes que vão surgir com certeza nos próximos quatro anos.

Tite é muito inteligente, organizado e dedicado ao trabalho. Não pode parar por aí. Se o Brasil quiser buscar o hexa na Copa de 2022, no Catar, já tem que começar a se planejar desde já. E esse planejamento passa, necessariamente, pela continuidade do treinador no cargo.

O técnico Tite após a derrota para a Bélgica. Foto: Fifa/Divulgação

França esbanja eficiência e segue forte na Copa

O Uruguai havia vencido os quatro primeiros jogos da Copa do Mundo da Rússia e sofrido apenas um gol. Mas, nesta sexta-feira, não foi páreo para o bom time da França, que venceu por 2 a 0 e foi às semifinais, no caminho de Brasil e Bélgica.

Os franceses mostraram frieza e eficiência para abrir o placar no primeiro tempo. Na etapa final, o goleiro Muslera viveu um momento de infelicidade, ao tomar um frango em chute de Griezmann. Paciência. Faz parte do futebol.

A Celeste Olímpica se abateu demais em campo e não conseguiu reagir, mesmo tendo ali mais de 25 minutos de jogo para tentar alguma coisa. De qualquer maneira, fica registrada a boa campanha do time que não vence uma Copa desde 1950 e que sentiu bastante a ausência do atacante Cavani, lesionado. Ao menos, a torcida sul-americana mais uma vez deu show nas arquibancadas do estádio, aplaudindo e cantando para o time mesmo com a derrota.

Já os vencedores estão cada vez mais fortes. Mesmo sem apresentar um futebol dos mais brilhantes, a França tem muitos jogadores de altíssima qualidade e que podem resolver a qualquer momento. Foi isso que se viu contra o Uruguai. É, sem dúvida, o mais forte time francês desde a Copa de 1998, quando foram campeões dentro de casa.

Pogba, um dos destaques do time francês. Foto: Divulgação

Suécia avança e pode ir longe nesta Copa!

A Suécia é uma das boas surpresas desta Copa do Mundo da Rússia. Mesmo sem o grande nome do futebol local atual, Ibrahimovic, que não foi convocado, o time escandinavo vem mostrando consistência. Nesta terça-feira, eliminou a Suíça e aplicou um futebol muito mais eficiente, com as melhores chances de gol – venceu por 1 a 0 com um belo gol no início do segundo tempo.

Até agora, os suecos perderam apenas um jogo, para a Alemanha, e ainda com uma arbitragem bastante polêmica contra a Suécia.

O time que tem o seu tradicional e belíssimo uniforme amarelo volta às quartas de final de uma Copa, algo que não acontecia desde 1994, nos Estados Unidos, quando acabaram chegando à semi, eliminados pelo Brasil.

A Suécia agora volta a jogar no sábado, às 11h, contra o vencedor de Colômbia e Inglaterra. Qualquer que seja o adversário, será um confronto duríssimo. Mas o time do norte da Europa pode ir longe, chegar às semifinais e, lá, encarar outra equipe possível de ser batida, como Croácia ou Rússia.

Olha, numa dessas, não seria impossível imaginar uma final de Copa entre Brasil e Suécia, repetindo 1958. Mas, ainda falta muita coisa pela frente.

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A Suíça, por sua vez, decepcionou. O time que vinha apresentando um futebol sólido, principalmente no setor defensivo, desta vez cometeu muitos erros. E poderia ter tomado até mais gols nesta partida.

Lance do jogo entre Suécia e Suíça, nesta terça-feira. Foto: Fifa/Divulgação

Emoção de sobra na classificação da Bélgica

A classificação da Bélgica para as quartas de final teve requintes de dramaticidade no segundo tempo. A próxima adversária do Brasil na Copa mostrou que tem deficiências. Mas mostrou também poder de superação para virar o placar contra o Japão, na vitória por 3 a 2 nesta segunda-feira, com todos os gols no segundo tempo.

Os japoneses sabiam que tinham poucas chances. Mas souberam aproveitar uma falha individual para abrir o placar logo aos 2min do segundo tempo e também tiveram a felicidade de acertar um belo chute no ângulo, logo em seguida.

A Bélgica ficou atordoada no começo, mas teve personalidade para ir buscar. Tratou de pressional e foi buscar o empate, aproveitando a qualidade individual de seus jogadores e a grande superioridade técnica.

Por outro lado, e também foi uma coisa legal, o Japão não ficou todo atrás. Também foi para o ataque em busca do terceiro gol e teve até algumas chances para isso. Se ficasse o tempo todo atrás, provavelmente não teria aguentado a pressão e teria perdido do mesmo jeito.

No final do jogo, justamente quando estava no ataque, o Japão deixou espaço para os belgas contra-atacarem. E, assim, saiu o terceiro gol no final da partida, definindo o adversário da Seleção Brasileira. A Bélgica, ao menos já repete a campanha da Copa de 2014, quando chegou às quartas de final. Naquele ano, perdeu para a Argentina.

Já o Japão, mais uma vez, para nas oitavas de final. É a terceira vez que eles conseguem chegar à segunda fase do torneio.

Lance da partida entre Bélgica e Japão, nesta segunda-feira. Foto: Fifa/Divulgação

Burocrático, mas eficiente e consistente

O futebol burocrático das equipes comandadas pelo técnico Tite é uma das características da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo de 2018. E, ao menos por enquanto, vem dando resultado. E, o que é mais importante: mostrando cada vez mais consistência defensiva, eficiência no ataque e muita paciência para encontrar espaços nas defesas adversárias.

Foi assim nos três últimos jogos, todos vencidos por 2 a 0, inclusive nesta segunda-feira, contra o México, com os dois gols saindo no segundo tempo. Neymar fez o primeiro e participou da jogada do segundo, feito por Roberto Firmino, que cada vez mais vem ganhando espaço no time de Tite.

O fato é que o Brasil está nas quartas de final da Copa. E, independente de quem venha a ser o adversário – Bélgica ou Japão, o time canarinho é favorito.

O time praticamente não é ameaçado em campo. Os adversários não conseguem criar oportunidades de gol, a exemplo do que foi o México nesta segunda. No final das contas, a defesa brasileira sempre se saía melhor.

Vejo esse time cada vez mais pronto para ser campeão. E, como diria Zagallo na Copa de 1994, “só faltam três”, em relação aos três jogos restantes para ser campeão.

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A notícia ruim para o Brasil foi o segundo cartão amarelo do volante Casemiro, de São José dos Campos. Assim, ele está suspenso do próximo jogo. Um desfalque e tanto. Titular absoluto e jogador de confiança de Tite, ele vai fazer falta. Mas, com certeza, Tite vai conseguir uma maneira de suprir isso. O Brasil tem bons jogadores em todas as posições.

Neymar comemora o primeiro gol do Brasil contra o México. Foto: Fifa/Divulgação

Emoção de sobra na classificação da Croácia

Dois gols nos primeiros cinco minutos. Um jogo arrastado no tempo normal e uma prorrogação dramática. Assim foi a partida entre Croácia e Dinamarca, onde os croatas acabaram se classificando nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal.

O jogo foi bastante equilibrado, com poucas chances para cada lado. E o craque Modric, um dos grandes nomes do futebol croata, se livrou de sair como ‘vilão’. Após perder um pênalti no final da prorrogação, que poderia dar a vaga ao país, teve personalidade e sangue frio na hora da decisão por pênaltis, cobrou, marcou e ajudou o time.

Na prática, a justiça foi feita, já que a Croácia tinha melhor campanha, estava com 100% de aproveitamento e tem um time mais consistente.

Agora, nas quartas de final, haverá um duelo do leste europeu contra a Rússia, dona da casa. Um jogo interessante, onde ao menos uma dessas duas surpresas vão estar entre os quatro melhores do mundo.

E a Croácia tem a chance de ao menos repetir o feito da Copa de 1998, quando chegou às semifinais, ficando em quarto lugar no geral.

E a Dinamarca, que fez um futebol fraco na fase classificatória, teve que se contar em ficar com as oitavas de final.

Modric perdeu pênalti para a Croácia na prorrogação. Foto: Fifa/Divulgação

Rússia é mais competente; Espanha é grande decepção

A Rússia, quem diria, eliminou a favorita Espanha, nos pênaltis, e garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo, para a alegria dos donos da casa, após empate por 1 a 1 no tempo normal e 0 a 0 na prorrogação. Depois de Alemanha e Argentina, mais uma potência está eliminada do Mundial.

Em campo, os espanhóis dominaram a partida, tiveram 75% de posse de bola, mas faltou objetividade para matar o jogo depois que abriu o placar. E Piqué ainda, de forma infantil, abriu o braço dentro da grande área, colocando na bola e fazendo pênalti, que gerou o empate na única conclusão certa a gol dos russos em 120 minutos de bola rolando.

E, na decisão por pênaltis, os donos da casa foram mais eficientes. Acertaram todas as cobranças, enquanto a Espanha errou duas. Agora, os donos da casa estão classificados e aguardam pelo vencedor de Croácia e Dinamarca.

Acho difícil a Rússia brigar pelo título. Mas não seria impossível imaginar os donos da casa chegando às semifinais. Já a Espanha, campeã mundial em 2010, fracassa mais uma vez – em 2014 havia sido eliminada na primeira fase. Agora, caiu nas oitavas de final.

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Se para os russos o momento é de festa, para os espanhóis é o fim de um ciclo. Última Copa de Iniesta, um dos maiores jogadores da história do país e autor do gol do título contra a Holanda na Copa da África do Sul, em 2010.

Agora, é hora dos espanhóis repensarem o futebol da Seleção. A eliminação, de certa forma, é uma punição pela lambança às vésperas do Mundial, quando o time demitiu o técnico Lopetegui, que havia acertado com o Real Madrid, e efetivou Fernando Hierro, com pouquíssima experiência como treinador.

Em campo, a Espanha ficou devendo. Na primeira fase, somou 5 pontos, com uma vitória (sofrida, por 1 a 0, sobre o Irã) e os empates com Portugal e Marrocos. Aliás, contra os eliminados marroquinos, a Fúria teve grandes dificuldades e quase saiu de campo derrotada.

Os russos festejaram muito a classificação. Foto: Fifa/Divulgação