O trabalho tem que continuar!

A derrota do Brasil para a Bélgica foi doída. Em uma Copa do Mundo onde tantos gigantes caíram pelo caminha, existia a expectativa muito grande de que a Seleção Brasileira poderia chega ao hexacampeonato. Faltavam três partidas. Mas o time parou no forte time da Bélgica, que envolveu o time canarinho no primeiro tempo e, após o segundo gol, lembrou até um pouco alguns momentos do fatídico 7 a 1 sofrido para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014.

O time não tinha um futebol brilhante, mas era seguro e consistente. Poderia ter ido longe. Mas o primeiro tempo desastroso colocou tudo a perder. Uma pena. Ao menos lutou muito no segundo tempo e, por pouco, não consegue o empate no final.

Agora, com os ânimos mais tranquilos, é importante agir com serenidade. Uma dessas ações é manter o técnico Tite no comando do time. Vale lembrar que ele assumiu no meio do ciclo da Copa do Mundo, já em 2016, quando o time estava muito mal nas Eliminatórias, com Dunga, e corria sério risco de ficar de fora do Mundial.

Tite chegou, arrumou a casa e, rapidamente, o Brasil deslanchou e garantiu, com sobras, a vaga na Copa do Mundo. Em dois anos, foram apenas duas derrotas do time sob comando do treinador gaúcho.

Entendo – e parece que a CBF entende também – que o trabalho precisa ter uma continuidade. Até porque hoje não há ninguém à altura de Tite para assumir a equipe. Se alguns jogadores, como o astro Neymar decepcionou, outros ainda podem evoluir muito. Casos de Gabriel Jesus, Philippe Coutinho e Roberto Firmino, por exemplo. Isso sem contar os outros nomes que vão surgir com certeza nos próximos quatro anos.

Tite é muito inteligente, organizado e dedicado ao trabalho. Não pode parar por aí. Se o Brasil quiser buscar o hexa na Copa de 2022, no Catar, já tem que começar a se planejar desde já. E esse planejamento passa, necessariamente, pela continuidade do treinador no cargo.

O técnico Tite após a derrota para a Bélgica. Foto: Fifa/Divulgação

França esbanja eficiência e segue forte na Copa

O Uruguai havia vencido os quatro primeiros jogos da Copa do Mundo da Rússia e sofrido apenas um gol. Mas, nesta sexta-feira, não foi páreo para o bom time da França, que venceu por 2 a 0 e foi às semifinais, no caminho de Brasil e Bélgica.

Os franceses mostraram frieza e eficiência para abrir o placar no primeiro tempo. Na etapa final, o goleiro Muslera viveu um momento de infelicidade, ao tomar um frango em chute de Griezmann. Paciência. Faz parte do futebol.

A Celeste Olímpica se abateu demais em campo e não conseguiu reagir, mesmo tendo ali mais de 25 minutos de jogo para tentar alguma coisa. De qualquer maneira, fica registrada a boa campanha do time que não vence uma Copa desde 1950 e que sentiu bastante a ausência do atacante Cavani, lesionado. Ao menos, a torcida sul-americana mais uma vez deu show nas arquibancadas do estádio, aplaudindo e cantando para o time mesmo com a derrota.

Já os vencedores estão cada vez mais fortes. Mesmo sem apresentar um futebol dos mais brilhantes, a França tem muitos jogadores de altíssima qualidade e que podem resolver a qualquer momento. Foi isso que se viu contra o Uruguai. É, sem dúvida, o mais forte time francês desde a Copa de 1998, quando foram campeões dentro de casa.

Pogba, um dos destaques do time francês. Foto: Divulgação

Suécia avança e pode ir longe nesta Copa!

A Suécia é uma das boas surpresas desta Copa do Mundo da Rússia. Mesmo sem o grande nome do futebol local atual, Ibrahimovic, que não foi convocado, o time escandinavo vem mostrando consistência. Nesta terça-feira, eliminou a Suíça e aplicou um futebol muito mais eficiente, com as melhores chances de gol – venceu por 1 a 0 com um belo gol no início do segundo tempo.

Até agora, os suecos perderam apenas um jogo, para a Alemanha, e ainda com uma arbitragem bastante polêmica contra a Suécia.

O time que tem o seu tradicional e belíssimo uniforme amarelo volta às quartas de final de uma Copa, algo que não acontecia desde 1994, nos Estados Unidos, quando acabaram chegando à semi, eliminados pelo Brasil.

A Suécia agora volta a jogar no sábado, às 11h, contra o vencedor de Colômbia e Inglaterra. Qualquer que seja o adversário, será um confronto duríssimo. Mas o time do norte da Europa pode ir longe, chegar às semifinais e, lá, encarar outra equipe possível de ser batida, como Croácia ou Rússia.

Olha, numa dessas, não seria impossível imaginar uma final de Copa entre Brasil e Suécia, repetindo 1958. Mas, ainda falta muita coisa pela frente.

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A Suíça, por sua vez, decepcionou. O time que vinha apresentando um futebol sólido, principalmente no setor defensivo, desta vez cometeu muitos erros. E poderia ter tomado até mais gols nesta partida.

Lance do jogo entre Suécia e Suíça, nesta terça-feira. Foto: Fifa/Divulgação

Emoção de sobra na classificação da Bélgica

A classificação da Bélgica para as quartas de final teve requintes de dramaticidade no segundo tempo. A próxima adversária do Brasil na Copa mostrou que tem deficiências. Mas mostrou também poder de superação para virar o placar contra o Japão, na vitória por 3 a 2 nesta segunda-feira, com todos os gols no segundo tempo.

Os japoneses sabiam que tinham poucas chances. Mas souberam aproveitar uma falha individual para abrir o placar logo aos 2min do segundo tempo e também tiveram a felicidade de acertar um belo chute no ângulo, logo em seguida.

A Bélgica ficou atordoada no começo, mas teve personalidade para ir buscar. Tratou de pressional e foi buscar o empate, aproveitando a qualidade individual de seus jogadores e a grande superioridade técnica.

Por outro lado, e também foi uma coisa legal, o Japão não ficou todo atrás. Também foi para o ataque em busca do terceiro gol e teve até algumas chances para isso. Se ficasse o tempo todo atrás, provavelmente não teria aguentado a pressão e teria perdido do mesmo jeito.

No final do jogo, justamente quando estava no ataque, o Japão deixou espaço para os belgas contra-atacarem. E, assim, saiu o terceiro gol no final da partida, definindo o adversário da Seleção Brasileira. A Bélgica, ao menos já repete a campanha da Copa de 2014, quando chegou às quartas de final. Naquele ano, perdeu para a Argentina.

Já o Japão, mais uma vez, para nas oitavas de final. É a terceira vez que eles conseguem chegar à segunda fase do torneio.

Lance da partida entre Bélgica e Japão, nesta segunda-feira. Foto: Fifa/Divulgação

Burocrático, mas eficiente e consistente

O futebol burocrático das equipes comandadas pelo técnico Tite é uma das características da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo de 2018. E, ao menos por enquanto, vem dando resultado. E, o que é mais importante: mostrando cada vez mais consistência defensiva, eficiência no ataque e muita paciência para encontrar espaços nas defesas adversárias.

Foi assim nos três últimos jogos, todos vencidos por 2 a 0, inclusive nesta segunda-feira, contra o México, com os dois gols saindo no segundo tempo. Neymar fez o primeiro e participou da jogada do segundo, feito por Roberto Firmino, que cada vez mais vem ganhando espaço no time de Tite.

O fato é que o Brasil está nas quartas de final da Copa. E, independente de quem venha a ser o adversário – Bélgica ou Japão, o time canarinho é favorito.

O time praticamente não é ameaçado em campo. Os adversários não conseguem criar oportunidades de gol, a exemplo do que foi o México nesta segunda. No final das contas, a defesa brasileira sempre se saía melhor.

Vejo esse time cada vez mais pronto para ser campeão. E, como diria Zagallo na Copa de 1994, “só faltam três”, em relação aos três jogos restantes para ser campeão.

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A notícia ruim para o Brasil foi o segundo cartão amarelo do volante Casemiro, de São José dos Campos. Assim, ele está suspenso do próximo jogo. Um desfalque e tanto. Titular absoluto e jogador de confiança de Tite, ele vai fazer falta. Mas, com certeza, Tite vai conseguir uma maneira de suprir isso. O Brasil tem bons jogadores em todas as posições.

Neymar comemora o primeiro gol do Brasil contra o México. Foto: Fifa/Divulgação

Emoção de sobra na classificação da Croácia

Dois gols nos primeiros cinco minutos. Um jogo arrastado no tempo normal e uma prorrogação dramática. Assim foi a partida entre Croácia e Dinamarca, onde os croatas acabaram se classificando nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal.

O jogo foi bastante equilibrado, com poucas chances para cada lado. E o craque Modric, um dos grandes nomes do futebol croata, se livrou de sair como ‘vilão’. Após perder um pênalti no final da prorrogação, que poderia dar a vaga ao país, teve personalidade e sangue frio na hora da decisão por pênaltis, cobrou, marcou e ajudou o time.

Na prática, a justiça foi feita, já que a Croácia tinha melhor campanha, estava com 100% de aproveitamento e tem um time mais consistente.

Agora, nas quartas de final, haverá um duelo do leste europeu contra a Rússia, dona da casa. Um jogo interessante, onde ao menos uma dessas duas surpresas vão estar entre os quatro melhores do mundo.

E a Croácia tem a chance de ao menos repetir o feito da Copa de 1998, quando chegou às semifinais, ficando em quarto lugar no geral.

E a Dinamarca, que fez um futebol fraco na fase classificatória, teve que se contar em ficar com as oitavas de final.

Modric perdeu pênalti para a Croácia na prorrogação. Foto: Fifa/Divulgação

Rússia é mais competente; Espanha é grande decepção

A Rússia, quem diria, eliminou a favorita Espanha, nos pênaltis, e garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo, para a alegria dos donos da casa, após empate por 1 a 1 no tempo normal e 0 a 0 na prorrogação. Depois de Alemanha e Argentina, mais uma potência está eliminada do Mundial.

Em campo, os espanhóis dominaram a partida, tiveram 75% de posse de bola, mas faltou objetividade para matar o jogo depois que abriu o placar. E Piqué ainda, de forma infantil, abriu o braço dentro da grande área, colocando na bola e fazendo pênalti, que gerou o empate na única conclusão certa a gol dos russos em 120 minutos de bola rolando.

E, na decisão por pênaltis, os donos da casa foram mais eficientes. Acertaram todas as cobranças, enquanto a Espanha errou duas. Agora, os donos da casa estão classificados e aguardam pelo vencedor de Croácia e Dinamarca.

Acho difícil a Rússia brigar pelo título. Mas não seria impossível imaginar os donos da casa chegando às semifinais. Já a Espanha, campeã mundial em 2010, fracassa mais uma vez – em 2014 havia sido eliminada na primeira fase. Agora, caiu nas oitavas de final.

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Se para os russos o momento é de festa, para os espanhóis é o fim de um ciclo. Última Copa de Iniesta, um dos maiores jogadores da história do país e autor do gol do título contra a Holanda na Copa da África do Sul, em 2010.

Agora, é hora dos espanhóis repensarem o futebol da Seleção. A eliminação, de certa forma, é uma punição pela lambança às vésperas do Mundial, quando o time demitiu o técnico Lopetegui, que havia acertado com o Real Madrid, e efetivou Fernando Hierro, com pouquíssima experiência como treinador.

Em campo, a Espanha ficou devendo. Na primeira fase, somou 5 pontos, com uma vitória (sofrida, por 1 a 0, sobre o Irã) e os empates com Portugal e Marrocos. Aliás, contra os eliminados marroquinos, a Fúria teve grandes dificuldades e quase saiu de campo derrotada.

Os russos festejaram muito a classificação. Foto: Fifa/Divulgação

Mística da Celeste na Copa do Mundo

O Uruguai está classificado com todo o mérito para as quartas de final da Copa do Mundo de 2018. A vitória por 2 a 1 sobre o bom time de Portugal mostra que a Celeste Olímpica realmente vive um bom momento.

Apesar de ter sofrido o seu primeiro gol na Copa – em falha de marcação que permitiu Pepe faze de cabeça – a defesa uruguaia continua sendo o grande destaque positivo da equipe no mundial.

O esquema montado pelo técnico Óscar Tabárez mostra muita solidez. É uma defesa segura, que sofre pouca pressão do adversário. E a noite inspirada do atacante Cavani garantiu a vaga para as quartas de final.

Aliás, esta é a terceira Copa do Uruguai sob comando do treinador e com essa geração de jogadores, como Luiz Suárez e companhia. Talvez seja a última. E merecem ir longe neste Mundial.

Se o astro Cristiano Ronaldo, de Portugal, pouco fez nesta partida, muito se deve ao forte esquema de marcação.

Em quatro jogos, foram quatro vitórias. Agora, o time que foi campeão do Mundo duas vezes, em 1930 e 1950, vai encarar a poderosa França nas quartas. Um duelo interessante entre um time de defesa excelente contra outro que tem um ataque altamente ofensivo.

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A derrota de Portugal para o Uruguai também encerrou a participação dos dois melhores jogadores do mundo na atualidade nesta Copa. De manhã, Messi foi eliminado com a Argentina. E, à tarde, Cristiano Ronaldo caiu com Portugal.

O atacante uruguaio Edinson Cavani. Foto: Fifa/Divulgação

O melhor jogo da Copa até agora

A França está nas quartas de final. Foto: Fifa/Divulgação

A França está nas quartas de final da Copa do Mundo. Mostrou toda a sua superioridade técnica e também de conjunto contra uma combalida e desorganizada Argentina, em um histórico placar de 4 a 3.

Foi um daqueles jogos que vai ficar para a história do futebol. A Argentina tem só o Messi como diferencial. O restante tem  muita raça, mas pouca técnica. A França tem um elenco muito forte, melhor do que a Argentina e um conjunto muito mais organizado. Mereceu a vitória dentro de campo. E ainda ficou barato.

Com o elenco que tem, os franceses podem cada vez mais se consolidarem como um dos principais favoritos ao título desta Copa do Mundo.

Quanto à Argentina, pelo contexto, só o fato de ter ido para  Copa, já foi um grande feito, pelo que apresentou nas Eliminatórias. E vai embora para casa nesta Copa sem ter feito um grande jogo sequer.

O pouco de lucidez dos argentinos em campo veio nos pés de Messi, o maior jogador do mundo da atualidade, na minha opinião, e um dos maiores de todos os tempos.

Aliás, é uma pena que um craque como ele não tenha uma seleção à sua altura. E, com 31 anos, provavelmente não chegará ao Catar no auge de sua forma para tentar um inédito título de Copa do Mundo.

E que continue a Copa do Mundo!

Messi: última Copa do Mundo dele?. Foto: Fifa/Divulgação

Agora, todos os classificados já estão definidos

A Colômbia garantiu o primeiro lugar no grupo H. Foto: Fifa/Divulgação

A primeira fase da Copa do Mundo da Rússia acabou nesta quinta-feira, com os dois últimos classificados para as oitavas de final: Japão e Colômbia, ambos no grupo H. No Grupo G, que também fechou nesta quinta, Bélgica e Inglaterra já estavam garantidos, mas apenas definiram o primeiro lugar da chave – que acabou ficando com os belgas.

Mas, sobre os outros dois classificados, a Colômbia tem muito o que comemorar. Depois de uma tensa derrota para o Japão na estreia, conseguiu reagir e ainda terminou em primeiro lugar do grupo. Fez uma grande atuação contra a Polônia, na segunda rodada, e fez o suficiente para vencer Senegal por 1 a 0, nesta quinta, e eliminar os africanos.

Agora, os colombianos terão uma pedreira pela frente:a Inglaterra, que tem um bom time, além de levar em conta a tradição da camisa.

O Japão se classificou com o melhor ‘fair play’. Rigorosamente empatado com os senegaleses em todos os critérios de desempate em campo, sobrou para os cartões amarelos. E, neste quesito, os japoneses tiveram um a menos do que os senegaleses. E levaram a vaga mesmo perdendo por 1 a 0 para já eliminada Polônia.

Só achei feio os minutos finais do jogo. Sabendo da derrota de Senegal, o Japão simplesmente ‘abandonou’ o jogo contra os poloneses que, por sua vez, também não estavam mais interessados na partida, com o placar em vantagem. Vaias foram ouvidas no estádio.

Agora, o Japão não terá vida fácil nas oitavas de final. Pega a Bélgica, que terminou a primeira fase com 100% de aproveitamento e tem um timaço. Difícil para o time da terra do Sol nascente ir adiante.

A Colômbia garantiu o primeiro lugar no grupo H. Foto: Fifa/Divulgação

Ao menos, repete os feitos de 2002 e 2010, quando conseguiu passar da fase de grupos da Copa do Mundo.