Que saudade do basquete!

Foto: Warley Leite / Arquivo OVALE

Nesta semana, a seleção brasileira masculina de basquete fez dois amistosos contra Camarões no ginásio João do Pulo, em Pindamonhangaba, no início do processo de reformulação da modalidade no país. Casa cheia e astros conhecidos da região como o armador Fúlvio e o pivô Rafael Mineiro, por exemplo, que já fizeram a alegria do torcedor joseense em um passado bem recente. Um bom aperitivo.

Dá saudades de ver o ginásio Lineu de Moura lotado e com a torcida fazendo a festa para Fúlvio, Murilo, Dedé, Jefferson, Laws e outros tantos. Por uma série de fatores, talvez vaidade, falta de dinheiro, falta de apoio, falta de interesse, tudo isso acabou. E aquele time que deixava o torcedor orgulhoso já não existe mais. Nos bastidores, os comentários são de que, no ano que vem, a equipe voltará a ser formada para disputar o Campeonato Paulista. E, quem sabe, voltar ao NBB – Novo Basquete Brasil – a elite do basquete nacional.

São José sempre respirou basquete. É um esporte de grande aceitação na cidade. Muitos argumentam que a Prefeitura não pode investir dinheiro público no time, pois esse dinheiro deveria ser investido em saúde e educação, por exemplo. Ok. Mas o fato é que os mais de R$ 4 milhões que já foram investidos na modalidade anualmente, não foram necessariamente investidos em saúde e educação. E, pelo que se comenta, o serviço de saúde na cidade tem sido alvo de muitas reclamações dos usuários. E os professores da rede municipal não tiveram nem um centavo de aumento no salário com o ‘dinheiro do basquete’.

O antigo secretário de Esportes de São José, João Bosco da Silva, no governo Carlinhos Almeida (PT) dizia que o basquete dava um retorno de mídia de R$ 13 milhões. Ou seja, partindo desse raciocínio, era bastante viável. Mas, o projeto acabou sendo enterrado na cidade. É claro que os esportes de alto rendimento precisam contar cada vez mais com o apoio da iniciativa privada. Porém, na atual realidade do país, é praticamente impossível sobreviver só com o dinheiro privado. Se os time não tiverem apoio público, fica muito difícil. Ao menos por enquanto. Até o Brasília, gigante do basquete brasileiro, encontra dificuldades e talvez nem dispute o NBB nesta temporada.

Enfim, vamos torcer para que um dia, e que esse dia seja logo, o Caldeirão do Lineu de Moura volta a ferver e fazer os adversários tremer dentro de quadra. E que as vaidades pessoais fiquem bem longe de quem ama o esporte.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *