São José vem para brigar por coisa grande!

 

Foto: Arthur Marega Filho/São José Desportivo

O basquete está de volta! Esta quarta-feira, dia 28 de fevereiro, é especial para os amantes da modalidade em São José dos Campos. Afinal de contas, o São José Basket estreia na Liga Ouro, o torneio de acesso ao NBB (Novo Basquete Brasil).

Foram dois anos de espera e sofrimento para a torcida, que durante esse período amargou a falta de verba, falta de apoio e até mesmo falta de vontade política para que o projeto continuasse.

O primeiro jogo é fora de casa, contra o pouco conhecido Unifacisa-PB. Em casa, o primeiro confronto é só no dia 6, contra o Brusque, às 20h, no ginásio Lineu de Moura. Mas o que importa é que o projeto está de volta.

Com o elenco que montou – trouxe jogadores como Márcio Dornelles, Hélio, Atílio e Alexandre Pinheiro – o São José pode sonhar sim com algo grande. Entre os nove participantes, apenas o campeão garante o acesso.

São José dos Campos tem tradição no basquete. E a torcida, na hora ‘H’, sempre faz a diferença. O projeto parece estar bem estruturado. Tem um aporte financeiro da Prefeitura e diversos patrocinadores que vão garantir o fôlego financeiro.

O técnico Paulo Cézar Jaú tem conhecimento. Já foi auxiliar nos tempos áureos do time. Fora das quadras, a diretoria também é experiente.

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Independente dos problemas políticos que levaram Dalvi Rosa Moreira a sair do comando da OS (Organização Social) São José Desportivo, em 2012, o fato é que ele entende de basquete. Já foi secretário de Esportes da cidade e, na prática, foi o grande responsável por montar aquele time que acabou campeão paulista em 2009 e 2012 e vice-campeão do NBB no mesmo ano.

Provavelmente, jamais demitiria um técnico vencedor, com sete anos de casa,  às vésperas de uma estreia na competição nacional. Desde que saiu do comando do basquete, a modalidade foi afundando, até acabar. É verdade que, sem Dalvi e com bem menos recurso, o São José acabou sendo campeão paulista em 2015. Mas, depois, o projeto acabou. Não teve sustentação.

Agora, Dalvi Rosa está de volta à OS. E, também, ao comando da modalidade. Junto, tem Luis Inácio Messias, que também fez parte do projeto anterior. Integrante da Liga Nacional de Basquete, Inácio também conhece bem os caminhos do esporte. Sabe fazer bem o trabalho de bastidores e um time vencedor precisa disso.

Que as picuinhas políticas e as vaidades pessoais (infelizmente tão comuns na cidade) fiquem de fora e que as pessoas pensem no bem do basquete de São José.

E, claro, se os atuais gestores também fizerem algo de errado, que sejam cobrados e punidos. Não estão acima do bem e do mal. Que façam tudo de forma transparente.

E que, também, esses atuais gestores da modalidade consigam criar meios de sustentabilidade para que não dependam apenas do poder público. E que o poder público, por sua vez, também não retire o que é de direito para o esporte sob argumento de que é para ‘usar na saúde e educação’.

Vale lembrar que o orçamento previsto da Saúde para este ano é de R$ 691,8 milhões e, da Educação, mais R$ 579 milhões. Não são os R$ 602 mil previstos para o basquete ou até mesmo os R$ 4,5 milhões de alguns anos atrás que vão resolver os problemas da Saúde e da Educação na cidade.

E que o basquete volte a inspirar meninos e meninas da cidade a praticarem o esporte. E que o Caldeirão volte a ferver. E que o jargão ‘Caiu no Caldeirão foi para o caixão’ volte a valer para os adversário do São José dentro de quadra.

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